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ACM Neto denuncia mais uma área de Maragogipe onde moradores foram expulsos por facções e critica Jerônimo: “Olhar passivo”

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apontou nesta terça-feira (16) mais um capítulo de evidencia o avanço das facções criminosas no estado.

Desta vez, Neto esteve no Alto do Cruzeiro, em Maragogipe, onde mostrou imóveis abandonados e afirmou que moradores foram obrigados a deixar suas casas por causa da violência e da disputa entre grupos criminosos. 

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Nas imagens divulgadas em suas redes sociais, o ex-prefeito percorre ruas vazias e entra em uma residência abandonada para mostrar os efeitos da insegurança na localidade. Segundo ele, o Alto do Cruzeiro, que já foi um dos principais pontos turísticos do município, hoje convive com o abandono provocado pela ação das facções.

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Na semana passada, ACM Neto já havia mostrado outra localidade de Maragogipe, Capanema, que também sofre com a atuação de facções criminosas. “Não dá para deixar essas facções criminosas ficarem disputando espaço na Bahia. E quem perde o espaço, quem perde o território, é o cidadão de bem, é a família, que é obrigada a deixar as suas casas”, afirmou.

Neto lembrou que Alto do Cruzeiro era conhecido pela vista privilegiada da cidade e pela visitação de moradores e turistas. “Antigamente era um ponto turístico. As pessoas subiam aqui para apreciar a vista da cidade. Infelizmente, está tudo abandonado. Vocês podem ver as casas sem nenhum morador. Essa rua foi completamente deixada pelos moradores que antes habitavam aqui”, declarou.

Durante a gravação, o pré-candidato também mostrou marcas deixadas por grupos criminosos em imóveis da região e criticou a falta de reação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) diante da situação. “Em Maragogipe passou a acontecer a guerra de facções, que disputam o território e colocam as suas iniciais, marcam as portas e as paredes para delimitar que esse território pertence à facção. E o pior de tudo é que isso acontece com o olhar passivo do Governo do Estado. Ninguém está fazendo nada”, disse.

Para ACM Neto, o caso do Alto do Cruzeiro simboliza uma realidade que tem se espalhado por diferentes regiões da Bahia, atingindo diretamente famílias que acabam expulsas de suas próprias comunidades. “Agora não é só o turista que não está aqui. Nem o morador está aqui porque não se sentiu seguro. Foi obrigado a deixar as suas casas, a sair da sua vida, a deixar para trás a sua história e se render à presença do crime organizado, do tráfico de drogas e dos bandidos que tocam o terror, infelizmente, em muitos territórios do nosso estado”, concluiu.

Ascom

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