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ACM Neto diz que produtor rural enfrenta preconceito do PT e afirma que, em sua gestão, Seagri não será balcão de negócios

Por Rogenilson Reis 4 min de leitura

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu mudanças na condução das políticas voltadas ao setor agrícola na Bahia. A declaração foi feita durante evento realizado em Ipiaú para discutir a crise que atinge a produção de cacau no estado.

O encontro reuniu lideranças políticas e representantes de 40 municípios da Bahia, entre eles Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.

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Além disso, o encontro conta com a presença dos prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e de Itaeté, Zenildo Matos. Também participam o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, o deputado federal Leur Lomanto Jr, além de ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade.

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A reunião foi marcada pela presença de produtores rurais, representantes do setor agrícola e lideranças regionais preocupadas com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.

Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais no Brasil e criticou as condições impostas ao setor ao longo das últimas décadas. “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, porque nessas últimas duas décadas o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Quando a gente compara as condições de produção no Brasil com outros lugares do mundo, a gente só pode chegar à conclusão que o produtor aqui é um herói”, disse.

Segundo ele, os agricultores convivem com custos elevados e dificuldades burocráticas que prejudicam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo custo da mão de obra, enfrenta uma carga tributária que prejudica a nossa economia pelo peso dos impostos, enfrenta a insegurança jurídica de regras que mudam a cada instante, enfrenta a burocracia a nível estadual e federal. A gente sabe qual é a dificuldade para conseguir uma licença nesse estado da Bahia”, afirmou.

O ex-prefeito também disse que existe, na sua avaliação, uma visão negativa sobre o agronegócio por parte do PT. “O produtor enfrenta o preconceito de uma visão equivocada, enviesada do PT, e eu não tenho nenhum receio de apontar isso”, declarou.

Durante o evento, ACM Neto também falou sobre como pretende conduzir a política agrícola do estado caso chegue ao governo. Ele afirmou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, ao criticar a condução da pasta pelo PT.

“A Seagri não vai ser colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Nós vamos conversar, e esse é um dos compromissos que eu assumo, com os pequenos, os médios e os grandes produtores. Vamos conversar com os sindicatos e com a Federação da Agricultura para abrir as portas e ter um canal fluido e permanente”, afirmou.

O encontro em Ipiaú ocorreu em meio à preocupação crescente entre produtores da região sul da Bahia com a crise enfrentada pela cacauicultura, marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção. Lideranças presentes defenderam a construção de políticas públicas e ações emergenciais para garantir sustentabilidade econômica ao setor, que historicamente tem papel central na economia regional.

A crise tem gerado preocupação entre agricultores e cooperativas da região cacaueira, tradicionalmente uma das mais importantes do estado. Segundo relatos apresentados na reunião, muitos produtores afirmam se sentir abandonados pelo governo estadual, diante da ausência de medidas mais efetivas para enfrentar os desafios da produção.

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