sábado, 7 de novembro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadePrefeitura de Casa Nova

ACM Neto promete virar a chave da pobreza na Bahia

Por Rogenilson Reis 10 min de leitura

Confira o plano de governo de ACM Neto voltado para áreas das políticas sociais

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) apresenta, no plano de governo para o período de 2027 a 2030, uma série de propostas voltadas à redução da pobreza, geração de renda, inclusão social e combate à desigualdade.

PublicidadePrefeitura de Juazeiro

O documento, intitulado “Mudança com Segurança”, organiza as medidas em diferentes áreas e prevê a criação de novos programas e estruturas estaduais.

Entre as principais propostas estão a criação do programa Bahia Inclusão e Futuro, de uma Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência e de um Gabinete de Políticas Sociais da Bahia (GPS-BA), além de benefícios destinados a mães em situação de vulnerabilidade, pessoas com deficiência e mulheres vítimas de violência.

Combate à pobreza e autonomia financeira

Um dos diagnósticos apresentados pelo plano é o alto nível de dependência de programas de transferência de renda. Segundo os dados utilizados no documento, o CadÚnico registrava, em junho de 2026, 4,4 milhões de famílias e 9,4 milhões de pessoas cadastradas na Bahia, o equivalente a 63,5% da população estimada.

O plano propõe utilizar essa base para identificar famílias vulneráveis e direcioná-las para programas de qualificação profissional, emprego, empreendedorismo e acesso a serviços públicos.

A proposta é estruturada no Bahia Inclusão e Futuro, que reuniria políticas sociais atualmente distribuídas entre diferentes áreas do governo.

O programa seria dividido em três eixos: Emergencial, Protetivo e Emancipatório.

Eixo Emergencial

O primeiro eixo seria voltado para situações em que a família não consegue esperar pela atuação convencional do poder público.

Entre as ações previstas estão:

  • distribuição de cestas básicas;
  • ampliação do Alimenta Bahia;
  • criação do Bahia Alerta para situações de calamidade e crises econômicas;
  • transferência temporária de renda para famílias atingidas por desastres;
  • apoio habitacional emergencial;
  • distribuição de cobertores e agasalhos por meio do Bahia Aquecida.

A proposta prevê que o protocolo emergencial também possa ser acionado diante de situações como fechamento de grandes empresas, desemprego em massa em determinada região e endividamento extremo.

Eixo Protetivo

O segundo eixo concentra ações destinadas à segurança alimentar, moradia e proteção de grupos vulneráveis.

Uma das principais propostas é o Mesa Farta, que pretende integrar restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, agricultura familiar, hortas urbanas e rurais e cozinhas solidárias.

A intenção é ampliar a rede de atendimento alimentar para os 417 municípios baianos.

O plano também prevê programas específicos para idosos, mães em situação de extrema pobreza, mulheres e pessoas em situação de rua.

Auxílio para mães e crianças

O Abraço Materno prevê uma transferência estadual de renda para mulheres em situação de pobreza extrema inscritas no CadÚnico.

O recebimento do benefício estaria condicionado a compromissos relacionados à matrícula e frequência escolar dos filhos, vacinação, acompanhamento de saúde materno-infantil, participação em atividades sociais e educativas e cursos de qualificação profissional.

O benefício seria complementar ao Bolsa Família. O valor, segundo o plano, seria definido posteriormente a partir de estudo de viabilidade fiscal.

Combate à pobreza menstrual

O programa Conforto da Mulher, também denominado no texto de Dignidade Menstrual Bahia, prevê a distribuição gratuita e periódica de absorventes.

O público prioritário seria formado por mulheres e meninas em situação de extrema pobreza, estudantes da rede pública estadual em situação de vulnerabilidade e pessoas privadas de liberdade.

Pessoas em situação de rua

O plano propõe a criação do Bahia Dignidade, com a realização de um Censo Estadual da População em Situação de Rua.

A proposta prevê identificar as pessoas que vivem nas ruas, suas origens e necessidades, além de ampliar o apoio estadual aos Centros POP.

O programa também prevê equipes de acompanhamento, acesso a moradia temporária assistida, saúde mental, tratamento de dependência, documentação civil e qualificação profissional.

Pessoa com deficiência

Outra proposta de destaque é a criação da Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência (SEPD).

A nova estrutura concentraria políticas atualmente distribuídas entre Saúde, Educação, Trabalho e Assistência Social.

Entre as atribuições previstas estão a coordenação de Centros Especializados em Reabilitação, atendimento relacionado ao autismo, unidades móveis de atendimento, acessibilidade comunicacional, tecnologia assistiva e apoio a cuidadores.

O plano cita dados do Censo 2022 segundo os quais a Bahia possui 1,09 milhão de pessoas com deficiência, correspondendo a 7,9% da população com dois anos ou mais.

Mãe Coragem

O Mãe Coragem prevê benefício mensal para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico que tenham filhos de até 18 anos com deficiência.

O valor seria escalonado de acordo com o nível de suporte necessário e definido após estudo de viabilidade fiscal.

O programa também prevê atendimento psicológico, orientação jurídica e social, mutirões de saúde e capacitação para cuidadores.

Eixo Emancipatório

O terceiro eixo do Bahia Inclusão e Futuro é direcionado à tentativa de reduzir a dependência permanente de programas de transferência de renda.

A proposta prevê combinar qualificação profissional, emprego, empreendedorismo e acesso a crédito.

O plano também estabelece medidas específicas para egressos do sistema prisional, mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.

Emprego e qualificação profissional

O diagnóstico apresentado no plano afirma que a Bahia possui dificuldades para conectar a formação profissional às demandas do mercado.

Como resposta, o documento propõe integrar programas de qualificação a vagas existentes em setores como indústria, logística e tecnologia.

O Banco de Talentos PCD seria uma plataforma específica para conectar pessoas com deficiência a oportunidades de emprego e cursos de capacitação.

A proposta inclui ainda o chamado emprego apoiado, com acompanhamento da adaptação do trabalhador ao ambiente empresarial.

Apoio a egressos do sistema prisional

O Programa Recomeço seria voltado para pessoas que deixam o sistema prisional.

A proposta prevê acompanhamento durante os primeiros 24 meses após a saída, com qualificação profissional, acesso prioritário a microcrédito, apoio psicossocial e fortalecimento dos vínculos familiares.

O governo também buscaria parcerias com empresas para ampliar a contratação de egressos.

Mulheres vítimas de violência

O Volta por Cima prevê transferência de renda por até 24 meses para mulheres com medida protetiva ativa e em situação de vulnerabilidade econômica.

A proposta seria combinada com qualificação profissional, moradia temporária, apoio jurídico e acesso prioritário a linhas de microcrédito.

O plano também prevê a manutenção parcial do benefício durante um período de transição para mulheres que consigam aumentar a própria renda.

Adolescentes em medidas socioeducativas

O programa Novos Caminhos pretende reformular as unidades de atendimento socioeducativo.

Entre as medidas estão a ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos profissionalizantes, atendimento de saúde mental, fortalecimento do vínculo familiar e estabelecimento de metas para as unidades.

Igualdade racial e povos tradicionais

O plano dedica um eixo específico às políticas para a população negra, indígenas, quilombolas e povos tradicionais.

Uma das propostas é integrar diferentes bases de dados estaduais e federais para identificar territórios e populações que ainda não estão plenamente contemplados pelas políticas públicas.

O documento cita, entre outros dados, 397 mil quilombolas na Bahia, segundo o Censo 2022, e mais de 229 mil indígenas.

A proposta também inclui ações de regularização fundiária de territórios quilombolas e terreiros de religiões de matriz africana, além de políticas específicas de saúde, educação, assistência e produção.

Programa Alma Negra

Na área cultural, o Alma Negra pretende ampliar a participação da cultura afro-baiana na agenda permanente do Estado.

O programa prevê investimentos em museus, centros culturais, roteiros turísticos e atividades relacionadas a afoxé, samba, reggae, hip hop, capoeira, artesanato, gastronomia, moda e estética afro-baiana.

A proposta é tratar a cultura negra também como parte da economia criativa e como instrumento de geração de emprego e renda.

Igualdade racial no mercado de trabalho

O plano prevê ainda a criação de um Selo da Diversidade Estadual, inspirado em iniciativa existente em Salvador.

A certificação seria destinada a empresas que adotem políticas de combate à discriminação racial e de promoção da igualdade no ambiente profissional.

Também está prevista a ampliação do Observatório da Discriminação, com monitoramento de dados relacionados a racismo, xenofobia, violência contra a mulher e discriminação contra grupos vulneráveis.

Políticas para a população LGBTQIAP+

O plano também apresenta propostas específicas para a população LGBTQIAP+.

Entre elas está a criação de Centros Regionais de Referência LGBTQIAP+, com atendimento jurídico e psicossocial e encaminhamento para serviços de saúde, educação, segurança e emprego.

O documento prevê ainda medidas de combate à LGBTfobia institucional, capacitação de servidores públicos e acompanhamento de indicadores por meio do Observatório da Discriminação.

Na saúde, a proposta é ampliar a capacitação dos profissionais para atendimento da população LGBTQIAP+ dentro da rede pública.

Proposta central: proteção com saída para a autonomia

Em síntese, o capítulo social do plano de ACM Neto combina transferência de renda e proteção emergencial com políticas de qualificação, emprego e empreendedorismo.

A lógica apresentada pelo documento é fazer com que o cidadão entre no sistema de proteção social em situações de vulnerabilidade e, posteriormente, tenha acesso a mecanismos de geração de renda e autonomia.

O plano prevê que essa estrutura seja coordenada pelo Gabinete de Políticas Sociais da Bahia (GPS-BA), vinculado diretamente ao governador, e financiada por fontes já existentes de combate à pobreza e pelo chamado Fundo Bahia Cidadã.

O documento integra um plano mais amplo para 2027–2030, que também contempla segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico, meio ambiente, cultura, inovação e gestão pública.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão