sábado, 7 de novembro
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeDeputado Roberto Carlos

Acordos nos Estados e estatuto levam PP a barrar Tereza Cristina na vice de Flávio

Por Rogenilson Reis 4 min de leitura

A decisão do PP de barrar a entrada da senadora Tereza Cristina (MS) na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) passou pela resistência de dirigentes em colocar em risco acordos eleitorais já construídos nos estados, sobretudo no Nordeste, e por um entrave previsto no estatuto da legenda para uma mudança de posição na reta final das convenções. Essa costura precisaria envolver negociações também com o União Brasil, sigla com a qual o partido compõe uma federação.

Além disso, a avaliação desses caciques partidários é que de que não valeria a pena criar um mal-estar interno por uma candidatura cuja vitória está longe de ser considerada garantida. Segundo a última pesquisa DataFolha, Flávio tem 43% das intenções de voto no segundo turno contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

PublicidadeZé do Sertão

A discussão foi reaberta depois de Tereza, que até então resistia a disputar a vice, comunicar a integrantes do PP nesta semana que estava disposta a aceitar o posto. A senadora havia negado essa possibilidade em uma conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana passada, mas mudou de posição e passou a tentar obter o aval da própria legenda.

Leia também: Festival A Bossa anuncia segunda edição em Juazeiro nos dias 27 e 28 de novembro

O movimento ocorreu quando a neutralidade já era a posição predominante no PP. Na semana passada, o presidente da sigla, Ciro Nogueira (PI), havia comunicado a Flávio que o partido não pretendia apoiá-lo na disputa presidencial. Diante da mudança de posição de Tereza, porém, Ciro deu à própria senadora a missão de tentar convencer dirigentes a rever a decisão.

A articulação esbarrou na resistência de nomes influentes do partido. O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), e os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Eduardo da Fonte (PE), entre outros integrantes da cúpula, defenderam a manutenção da neutralidade. A legenda decidiu então ampliar a consulta aos diretórios estaduais, mas a maioria também se posicionou contra uma aliança nacional com o PL. Nesta sexta-feira (31), o PP anunciou oficialmente que permanecerá neutro e que não convocará uma convenção nacional para discutir a entrada na chapa de Flávio. A direção informou ainda que a decisão foi comunicada e “acatada” por Tereza.

“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, afirmou o partido em nota.

Acordos regionais

Um dos principais argumentos usados contra a mudança de posição foi a necessidade de preservar os arranjos eleitorais construídos pelo PP nos estados. A preocupação é especialmente forte no Nordeste, onde a legenda mantém alianças locais próximas ao governo federal em pelo menos seis estados, entre eles Piauí, Paraíba, Maranhão, Ceará, Alagoas e Pernambuco.

A neutralidade nacional permite que esses diretórios montem seus palanques de acordo com as disputas locais e apoiem o projeto presidencial considerado mais conveniente para suas chapas. Uma adesão formal a Flávio poderia obrigar o partido a administrar conflitos justamente em estados considerados estratégicos para a eleição de deputados, senadores e governadores.

Além da resistência política, dirigentes do PP apontaram um obstáculo previsto no próprio estatuto para uma reviravolta de última hora. Pelas regras internas da legenda, a convocação de uma convenção nacional exige a publicação de edital com antecedência mínima de oito dias. Como o prazo da Justiça Eleitoral para a realização das convenções termina em 5 de agosto, dirigentes sustentam que já não haveria tempo para convocar uma reunião pelas regras ordinárias do partido para aprovar a entrada na chapa do PL.

Segundo integrantes da legenda, uma saída dependeria de um consenso na direção partidária para superar o impasse — justamente o cenário que as consultas internas mostraram não existir. A maioria da cúpula e dos diretórios ouvidos se posicionou pela manutenção da neutralidade. (Fonte: O GLOBO)

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Últimas notícias

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão