domingo, 8 de novembro
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Agrovale amplia doação de mudas da Caatinga e vai atender duas cidades do Ceará

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Tarrafas e Saboeiro, no Centro Sul do Ceará, serão os próximos municípios nordestinos a serem contemplados pelo programa ‘Viveiro de Mudas Nativas da Caatinga’ da Agrovale.

As espécies do tipo umbuzeiro, marizeiro, ingazeiro, pau-ferro, paineira, angico, umburana, ipê roxo e caraibeiras, foram doadas na manhã desta quarta – feira (10), às prefeituras e vão ser utilizadas em projetos de arborização urbana, paisagismo, repovoamento e reflorestamento de áreas de preservação permanente (APP).

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Nesse primeiro momento foram doadas 1.000 mudas nativas para cada município, como parte do projeto ‘Caatinga Rica’, outra iniciativa socioambiental da empresa sucroenergética que é a maior produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade e a que mais gera empregos na Bahia.

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Segundo a secretária de Meio Ambiente de Tarrafas, Maria Aucioneide Alcântara, as mudas serão utilizadas na preservação e recuperação do Rio Bastiões, o principal manancial de água da cidade, que vem sofrendo muito com o assoreamento, desmatamento e descarte de lixo e esgoto. “As mudas doadas pela Agrovale serão de imensa importância para o desenvolvimento do projeto e essenciais para nossa cidade”, agradeceu.

A secretária de Meio Ambiente de Saboeiro, Jane Brito, também agradeceu as mudas e adiantou que serão muito bem vindas para a execução do projeto de arborização do município, com o plantio nas vias públicas e às margens do Rio Jaguaribe, nos açudes Caldeirões e Raul Barbosa, além do distrito de Barrinha, favorecendo o restabelecimento da mata ciliar.

O viveiro da Agrovale ocupa uma área de 2 hectares com mais de 70 espécies de plantas nativas da Caatinga. Em 14 anos de existência já doou 370 mil mudas para 45 municípios nordestinos da Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, além de Curitiba, no Paraná. A princípio, o propósito da iniciativa era a preservação dos ecossistemas da Caatinga e das matas ciliares do Rio São Francisco, mas o projeto cresceu muito e tem potencial para ampliar ainda mais os benefícios.

A doação de mudas vem ampliando a cobertura verde das cidades e contribuindo para uma maior conscientização e sustentabilidade ambiental da biodiversidade regional. Para se ter uma ideia, somente em 2021, a Agrovale conseguiu viabilizar a recomposição florestal de cerca de 370 hectares de flora nativa da Caatinga. A proposta é ampliar a capacidade de produção para atender mais cidades, melhorando seus espaços de lazer e convivência.

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