Antes aliados e hoje adversários, prefeitos de Caruaru e Petrolina estão na mira da cúpula do PSB pernambucano


Por Portal Folhape
Depois de perder suas bases em Petrolina e Caruaru para os prefeitos Miguel Coelho (PSB) e Raquel Lyra (PSDB), respectivamente, o PSB traça, nos bastidores, uma estratégia para isolar os gestores ao fechar alianças com partidos que subiram nos palanques do correligionário e da tucana. No Sertão, a cúpula socialista se articula para ter o apoio do ex-prefeito Júlio Lóssio (PMDB), desafeto da família Coelho, e do PT, cujo principal representante é o deputado estadual Odacy Amorim. Já no Agreste, há uma reaproximação com o PDT, que apoiou a eleição de Raquel no 2º turno, mas rompeu em seguida.
Embora Miguel ainda esteja no PSB, o clima entre ele e a legenda é hostil. Em novembro, ele foi destituido do comando da sigla por causa da movimentação do seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) que foi para o campo de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB). O diretório municipal foi entregue aos deputados federal Gonzaga Patriota e estadual, Lucas Ramos. Ele espera a definição da briga que o senador trava com o grupo do deputado federal Jarbas Vasconcelos pelo controle da sigla para definir seu futuro partidário.
No entanto, a maioria dos quadros do PMDB na cidade são oposição aos Coelhos. O presidente municipal, Paulo Valgueiro, chegou a dizer que fará “raiva” ao senador até ser expulso. Ele é ligado a Lóssio, que também vai contribuir para isolar Miguel. Nas coxias, comenta-se, inclusive, que sua candidatura a governador seria costurada nas hostes do Pálacio para tirar votos do seu maior rival: Bezerra Coelho. E se a filiação de Lóssio ao Rede se concretizar, poderá ser mais um partido longe da base de Miguel.
Odacy Amorim pode fechar uma dobradinha com Lucas Ramos, que é adversário político de Miguel e sairá para deputado federal em 2018. Numa manobra do senador Humberto Costa (PT) para minar a candidatura ao Governo do Estado de Marília Arraes (PT), levando o PT para Frente Popular, Odacy se lançou candidato a governador, mas, nos bastidores, sabe-se que ele tentará a reeleição na Assembleia.
Caruaru
Ex-socialista, Raquel teve a legenda negada para disputar a prefeitura, em 2016, e emplacou uma derrota ao PSB, que havia lançado Jorge Gomes (PSB). Na época, o prefeito era Zé Queiroz (PDT), que aceitou abrir mão da cabeça da chapa num acordo com a cúpula socialista. Depois, os pedetistas apoiaram Raquel no 2º turno, mas se distanciaram.
Em setembro, o PDT assumiu a Secretaria de Agricultura na gestão de Paulo Câmara. No entanto, a tucana acredita que a movimentação não é uma tentativa de isolamento. “Penso que ele tomou uma posição de apoiar o Governo do Estado. Acho que é muita pretensão achar que isso se dá como isolamento a Caruaru.
Essas perguntas têm que ser feitas para lá. Estou preocupada é de fazer Caruaru conseguir ultrapassar os desafios”, disse a prefeita em visita recente à Folha de Pernambuco. Já o deputado estadual Tony Gel (PMDB), que tem forte inserção na cidade, faz oposição a Raquel e tem estreita relação com o Palácio.
Segundo o presidente da Perpart, André Campos (PSB), à medida que houve um deslocamento de siglas da gestão de Miguel, é natural que haja aproximação com a Frente Popular.
“Já Caruaru, envolve também a questão nacional . O PDT se aproximou do PSB, no grupo das esquerdas, e isso pode repercutir em Caruaru”, afirmou André.
Para o líder do governo da Assembleia Legislativa de Perrnambuco, deputado Isaltino Nascimento, os partidos aliados de Miguel e Raquel devem se alinhar ao PSB já nas eleições de 2018.
Do Tribuna Jornal











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