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Após distrato com a Secretaria de Saúde de Juazeiro, IGA fecha as portas e deixa trabalhadores sem salários e outros direitos trabalhistas: “Ausência total de informações”

Por Rogenilson Reis 4 min de leitura

Após três meses administrando as Unidades Básicas de Saúde de Saúde, em sistema de cogestão, a Secretaria de Saúde de Juazeiro fez o distrato com o Instituto de Gestão Aplicada (IGA), no último dia 10 de abril. A Organização Social vinha sendo duramente criticada pelos usuários da Atenção Primária e também pelos profissionais contratados, devido a ineficiência do serviço prestado.

A decisão da gestão municipal foi amplamente apoiada pela população e contratados do IGA, no entanto, passados 12 dias do distrato, trabalhadores que atuavam na O.S. relatam que não receberam os salários do mês de março e que a empresa fechou as portas sem dá nenhuma previsão de pagamento, inclusive das verbas rescisórias.

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“A empresa disse que estava aguardando o repasse da prefeitura. Complicado para nós trabalhadores que ficamos no meio dessa situação, nesse jogo de responsabilidades que ninguém que assumir. Já falamos com a antiga coordenadora geral e a gerente de RH e  sequer respondem. estamos sem nossos valores rescisórios. Já formos no escritório, mas não tem ninguém mais lá”, disse um ex-funcionário.

“Até hoje não pagaram nossa rescisão, não foi liberado o Vale Refeição referente aos dias trabalhados, o Piso da Enfermagem não caiu e, até então, ninguém se manifestou”, queixou-se outra profissional.

A Secretaria de Saúde, à época do distrato, informou que a administração das UBS’s voltaria a ser realizada pela gestão municipal e que o pagamento dos salários e do Vale Refeição, em atraso, seriam pagos pelo IGA, bem como as verbas rescisórias.

Segundo um profissional que fez contato com nossa redação, houve a informação de que as rescisões seriam pagas até o dia 20 de abril, o que não aconteceu.

“Desde o dia 10/04, a prefeitura assumiu a responsabilidade pelos serviços. No entanto, a empresa permaneceu responsável pelo pagamento dos funcionários. Fomos informados de que esse pagamento seria realizado no dia 20/04, porém, até a presente data, nenhum valor foi depositado, sem qualquer justificativa ou posicionamento oficial por parte da empresa. Além disso, os colaboradores que atuavam no escritório foram desligados, e a única pessoa que poderia nos fornecer informações não atende ligações nem responde mensagens. Por outro lado, a Prefeitura também não apresenta qualquer esclarecimento sobre a situação, tampouco informa quem será responsável pela regularização desses pagamentos. O que mais causa indignação é que, mesmo diante da ausência total de informações e da falta de pagamento, a cobrança por produtividade continua sendo feita normalmente, como se nada estivesse acontecendo”, relatou uma trabalhadora.

Ela ainda acrescentou: “Outro ponto que chama atenção é a nota divulgada no dia 17/04, via WhatsApp da empresa, informando o fechamento do escritório para uma suposta “reforma”. No entanto, trata-se de um espaço novo, recém alugado, o que torna essa justificativa ainda mais questionável, especialmente considerando que a empresa já não presta mais serviços ao município”.

Os profissionais reivindicam uma solução para o problema que enfrentam e ressaltam que, mesmo diante dos prejuízos, continuam trabalhando normalmente.

“É importante destacar também que os trabalhadores continuam arcando diariamente com custos para exercer suas funções, como combustível, transporte por aplicativos e alimentação. A ausência de pagamento não apenas agrava a situação financeira dessas pessoas, como também compromete a motivação e a continuidade das atividades. Ainda assim, mesmo diante de todo esse cenário, seguimos trabalhando e sendo cobrados como se a situação estivesse regular. Diante disso, pedimos, mais uma vez, a sua ajuda para dar visibilidade a essa situação e dar voz a esses trabalhadores, pais e mães de família, que dependem diretamente desse salário para honrar seus compromissos”.

Nossa reportagem encaminhou a situação para a Secretaria de Saúde, mas a única informação que conseguimos foi que “Os PJ que estavam sem receber, receberão hoje, 22”.

O órgão não se manifestou em relação ao pagamento das verbas rescisórias, Vale Refeição e Piso da Enfermagem.

Enviamos mensagem para o IGA e aguardamos uma resposta.

Também estamos encaminhando a reclamação para a Gerência do Trabalho e Emprego.

Redação PNB 

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