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Após transplante de rim, Faustão segue em observação; saiba qual estado de saúde do apresentador

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Qual o estado de saúde do apresentador Fausto Silva? Internado desde o último domingo (25) no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, Faustão segue em observação médica após a realização de um transplante de rim, na última segunda-feira (26), devido ao agravamento de uma doença renal crônica. Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira (27), o procedimento ocorreu na manhã de segunda-feira (26) sem intercorrências.

Qual é o estado de saúde de Faustão?

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“O paciente seguirá em observação para acompanhamento da adaptação do órgão e controle clínico”, diz o boletim assinado pelos médicos Marcelino Durão, nefrologista e coordenador médico de transplante renal do Hospital Israelita Albert Einstein; Sérgio Ximenes, urologista e membro da equipe de transplante renal do Hospital Israelita Albert Einstein; Fernando Bacal, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein; e Miguel Cendoroglo Neto, diretor médico de serviços hospitalares e prática médica do Hospital Israelita Albert Einstein.

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O que aconteceu com Faustão?

De acordo com o boletim, o procedimento foi realizado após o Einstein ter sido acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e ter realizado a avaliação sobre a compatibilidade do órgão doado. O apresentador recebeu o novo rim cerca de seis meses após ter sido submetido a um transplante de coração devido a um grave quadro de insuficiência cardíaca.

O caso de Faustão, em que um transplantado precisa de um novo órgão renal é incomum, mas não tão raro. No Estado de São Paulo, para se ter uma ideia, dos 2 mil transplantes renais ocorridos em 2023 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 34 foram de uma pessoa já transplantada de outro órgão que precisou receber um rim tempos depois.

Essa situação faz o paciente se tornar prioridade ao ser colocado novamente na fila de espera pela cirurgia, explica o nefrologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Osmar Medina Pestana, diretor do Hospital do Rim, também no estado paulista.

O boletim médico não especificou se o problema no rim de Faustão foi de fato ligado ao procedimento cardíaco. Mas, segundo um trabalho publicado no New England Journal of Medicine, que avaliou 70 mil transplantados entre 1990 e 2000, 16,5% dos pacientes desenvolvem problemas renais.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO explicam que o principal fator por trás disso costuma ser o uso de medicamentos imunossupressores para atenuar a atividade do sistema imunológico e, com isso, inibir a rejeição do organismo ao transplante. Isso porque, embora indispensáveis, os fármacos são considerados nefrotóxicos, ou seja, têm potencial de causar lesão nos rins, ou agravar quadros preexistentes.

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