domingo, 8 de novembro
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Associações de delegados repudiam declarações de Bolsonaro sobre caso Marielle

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Jair Bolsonaro – Reprodução/FacebookA polêmica sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o governador Wilson Witzel e a Polícia Civil, insinuando possível adulteração de provas e coação de testemunhas nas investigações do caso da morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes está longe de fim. Neste domingo, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) e órgãos representantes da categoria divulgaram nota de repúdio contra Bolsonaro.Segundo a nota publicada pela Adepol Brasil, Bolsonaro está beneficiando-se do cargo ocupado para atacar e tentar intimidar o delegado responsável pelas investigações do caso. À imprensa, em Brasília, o presidente disse neste sábado que conseguiu ter acesso aos áudios do condomínio Vivendas da Barra antes que, segundo ele, fossem adulterados.A polêmica começou após o suposto vazamento do depoimento de um porteiro que trabalha no condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Na declaração, o porteiro teria dito que a entrada de Élcio de Queiroz, envolvido na morte da vereadora, no condomínio foi autorizada por ele.

Com o suposto vazamento, Bolsonaro atacou a Polícia Civil e o governador Witzel. Na sexta-feira, promotores do Ministério Público do Rio (MPRJ) disseram que os áudios contradizem o relato do porteiro.Confira a nota na integra“A Associação do Delegados de Polícia do Brasil – ADEPOL DO BRASIL, a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil do Polícia Civil – FENDEPOL, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – SINDELPOL-RJ, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Amazonas – SINDEPOL-AM e a Associação dos Delegados de Polícia do Pará – ADEPOL-PA – REPUDIAM as declarações do Presidente Jair Bolsonaro em relação à investigação do caso “Marielle e Anderson”.Nos vídeos de suas redes sociais e em matéria publicada pelo Jornal O Globo, neste sábado, o Presidente insinua direcionamento das investigações, inclusive com adulteração de provas e coação de testemunha, e refere-se ao Delegado presidente do inquérito como amiguinho (sic) do Governador.Valendo-se do cargo de Presidente da República e de instituições da União, claramente ataca e tenta intimidar o Delegado de Polícia do Rio de Janeiro, com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade.O cargo de Chefe do Poder Executivo Federal não lhe permite cometer atentados à honra de pessoas, muito menos daquelas que, no exercício de seu múnus público, desempenham suas funções no interesse da sociedade e, não, de qualquer governo.Dessa forma, a ADEPOL DO BRASIL, a FENDEPOL, o SINDELPOL-RJ, o SINDEPOL-AM e a ADEPOL-PA reafirmam o apoio irrestrito ao Delegado responsável pela investigação e REPUDIAM qualquer intimidação a ele e ao trabalho da Polícia Judiciária.”

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