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Caminhoneiros podem deflagrar greve nacional após alta do diesel

Por Editor Vale Comentar 3 min de leitura

Representantes de caminhoneiros de diversas regiões do Brasil devem se reunir nesta quarta-feira (18) para definir uma possível data para uma greve nacional. O movimento é motivado, principalmente, pela insatisfação com o aumento no preço dos combustíveis, especialmente o diesel.

Durante o encontro, os trabalhadores irão discutir uma proposta que será encaminhada ao governo federal. A paralisação entra no radar da categoria caso não haja avanço nas negociações com o Executivo.

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De acordo com lideranças do setor, a tendência é de endurecimento do movimento. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que a categoria já se prepara para cruzar os braços se não houver acordo.

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A possível greve pode envolver não apenas caminhoneiros autônomos, mas também motoristas contratados por empresas de transporte e até outras categorias ligadas ao setor logístico.

O principal motivo da mobilização é o aumento recente no preço do diesel. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o valor médio do combustível subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 em apenas uma semana nas principais capitais do país.

Mesmo após medidas do governo federal para tentar conter a alta — como a redução de tributos e a criação de subsídios — o impacto no bolso dos caminhoneiros continuou.

Além disso, a Petrobras anunciou um reajuste de aproximadamente R$ 0,38 por litro no diesel A, o que representa cerca de R$ 0,32 de aumento no preço final ao consumidor, ampliando ainda mais a insatisfação da categoria.

Para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis, o governo federal adotou medidas como a redução de impostos e a concessão de subsídios ao diesel. O impacto dessas ações pode chegar a cerca de R$ 30 bilhões até 2026, segundo estimativas da equipe econômica.

Apesar disso, caminhoneiros avaliam que as iniciativas ainda não foram suficientes para reduzir os custos operacionais da atividade, o que mantém o clima de tensão no setor.

Caso a greve seja confirmada, o Brasil pode enfrentar reflexos semelhantes aos registrados em movimentos anteriores, como a paralisação de 2018, que provocou desabastecimento e prejuízos à economia.

A expectativa agora gira em torno da reunião desta quarta-feira, que deve definir os próximos passos da categoria e indicar se o país poderá enfrentar uma nova crise no transporte rodoviário.

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