domingo, 8 de novembro
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Capitão Alden comenta classificação do PCC como organização terrorista e critica índices de violência na Bahia

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O deputado federal Capitão Alden concedeu entrevista ao repórter Irenildo Santos, do Vale Comentar, durante agenda em Juazeiro, onde comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O parlamentar também voltou a criticar os índices de violência na Bahia e a política de segurança pública do governo estadual.

Segundo Alden, a medida adotada pelos Estados Unidos não representa ameaça à soberania brasileira, mas sim uma estratégia jurídica para combater a atuação internacional das facções criminosas em território norte-americano.

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“O que os Estados Unidos fizeram foi criar ferramentas jurídicas para atuar contra organizações criminosas que já estão presentes em solo americano. Hoje o PCC atua em 16 dos 50 estados americanos e também em diversos países da Europa”, afirmou.

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De acordo com o deputado, a decisão permitirá ações como bloqueio de bens, monitoramento financeiro e combate ao financiamento das organizações criminosas. Alden rebateu críticas de que a medida poderia representar interferência internacional no Brasil.

“Não existe invasão nem ação militar. São instrumentos legais para enfrentar organizações criminosas que já atuam internacionalmente”, destacou.

Durante a entrevista, o parlamentar também comentou os dados da violência na Bahia e criticou duramente a condução da segurança pública no estado. Segundo ele, os números refletem um cenário de “guerra urbana”.

“Já são mais de 110 mil assassinatos em quase 20 anos. A Bahia lidera índices negativos de homicídios de jovens, mulheres, negros e LGBTs. Isso mostra a falência da política de segurança pública”, declarou.

Capitão Alden citou ainda um levantamento que aponta Juazeiro entre as cidades mais violentas da Bahia. Para ele, o cenário é consequência direta da gestão estadual.

“Dos 20 municípios mais violentos do Brasil, 10 estão na Bahia. Juazeiro é reflexo desse desgoverno”, afirmou.

O deputado também criticou o crescimento do número de facções criminosas no estado, afirmando que a Bahia saiu de quatro para 22 organizações criminosas nos últimos anos.

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