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Casal de influenciadores é preso em AL por suspeita de fraude com ‘jogo do tigrinho’

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

A Polícia Civil de Alagoas prendeu um casal de influenciadores nesta terça-feira (25) em uma nova fase da operação Game Over, que investiga influencers que incentivam seus seguidores a fazerem apostas no “jogo do tigrinho”, caça-níquel popular na internet.
Paulinha Ferreira e Ygor Ferreira foram presos em casa, num condomínio na cidade de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Contra eles foram cumpridos mandados de prisão preventiva expedidos pela 17ª Vara criminal da capital.

Ainda nesta terça, o casal passou por audiência de custódia e foi liberado, mas terá que cumprir medidas cautelares. Eles tiveram carros e joias apreendidos e contas bloqueadas. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos influenciadores.

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Segundo a Polícia Civil, não houve resistência durante a prisão preventiva. Além dos influencers, outras pessoas ainda serão ouvidas pelos agentes.

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A investigação apontou que o casal utilizava contas demonstrativas “viciadas” do jogo online, com ganhos certos. De acordo com a polícia, os influencers recebiam de intermediadores acessos adulterados para ganhar sempre e, assim, captar mais apostadores.

Após a prisão, Paulinha e Ygor Ferreira desativaram seus perfis nas redes sociais onde compartilhavam a rotina de uma vida de luxo e ostentava viagens e carros conversíveis.

Eles estavam em Dubai quando a Polícia Civil deflagrou a operação Game Over. O casal desembarcou na capital alagoana no dia 23 de junho.

Na primeira fase da operação em 17 de junho, a polícia apreendeu R$ 38 milhões em bens de diversos influenciadores e de seus assessores. A quantia foi movimentada desde outubro de 2023, quando as investigações começaram. Carros de luxo, como Porsche e Volvo, um Fiat Fastback, uma lancha, além de joias, celulares, dinheiro em espécie e passaporte, foram alguns dos itens apreendidos.

Na ocasião, as buscas aconteceram nas residências de quatro influenciadores. Mas, segundo o delegado Lucimério Campos, o número de investigados envolvidos com o “jogo do Tigrinho” chega a 40.

Os mandados foram cumpridos nos bairros do Poço, Serraria, Jatiúca, Ouro Preto, Pajuçara e na cidade de Marechal Deodoro.

O trabalho da operação contou com o apoio da 17ª Vara Criminal e do Ministério Público Estadual, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O “jogo do tigrinho”, espécie de caça-níqueis para celular, ganhou popularidade no Brasil e virou alvo de reclamações, denúncias e investigações. Oficialmente chamado de “Fortune Tiger”, o jogo não está legalizado no Brasil e aproveita brechas da lei, em um limbo regulatório.

Esses jogos não têm regras claras e costumam ser hospedados em sites sediados em paraísos fiscais, sem representação jurídica no Brasil.

Bahia Notícias

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