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Caso Beatriz caminha para ganhar CPI na Alepe; Juntas e evangélicos são pressionados

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O documento que cria a CPI do Caso Beatriz já conta com 16 assinaturas. É o que deputado estadual Romero Albuquerque (PP), autor do pedido, informa. De acordo com ele, a comissão conquistou o apoio de outros três deputados governistas esta semana. Com isto, o grupo que deu início à movimentação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deve continuar pressionando os outros colegas. O aval da deputada Jô Cavalcanti (PSOL), do coletivo Juntas, ainda é esperado para fechar o número mínimo de assinaturas necessárias.

O site criado para acompanhar o caso não foi atualizado, e Albuquerque prefere não revelar o nome dos colegas que aderiram ao pedido, segundo ele, para evitar que os pares sofram pressão do governo do Estado. Na semana passada, os deputados colocaram a psolista Jô numa situação difícil. Defensora dos direitos humanos, sendo inclusive presidente do colegiado de mérito na Alepe, a deputada foi cobrada e exposta como a única a rejeitar publicamente a discussão do caso na Casa.

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“O caso Beatriz foi bastante explorado quando era conveniente para alguns colegas, mas agora o interesse parece não ser o mesmo. Por qual motivo?”, provocou Albuquerque.

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Evangélicos

O grupo, agora, deve tentar fazer com que Jô mude de ideia e ainda mirar nos demais colegas que compõem a bancada evangélica, como é o caso de Dulcicleide Amorim que, por diversas vezes, se posicionou sobre o assassinato da menina Beatriz nas redes sociais. A parlamentar é autora de um requerimento que pede uma audiência pública para discutir as investigações, mas até o momento não se manifestou a favor da CPI.

“Obviamente o objetivo é conseguir o mínimo necessário das assinaturas, mas o apoio dos demais colegas, principalmente daqueles que lutam em defesa da vida, como é o caso da bancada evangélica, é imprescindível“, afirmou. Além de Dulci, William Brígido, da Igreja Universal, também não deu apoio ao documento.

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