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Caso Beatriz: caminhada é forma de protesto contra o Estado por ignorar ajuda de peritos norte-americanos nas investigações, destaca Lucinha

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

5 de dezembro. Esse será o dia do início da peregrinação de Lucinha Mota até Recife. O trajeto de 25 dias será feito a pé pela mãe de Beatriz Angélica Mota, que cobra respostas do Governo de Pernambuco sobre a ajuda de peritos norte-americanos, que tentam dar suporte às investigações do caso.

O objetivo de Lucinha é chamar atenção do governador Paulo Câmara (PSB) e ter uma reunião com ele no Palácio do Campo das Princesas. “Ele tem responsabilidade com esse Estado, ele tem que se manifestar. Ele tem que dizer sim ou ele tem que dizer não“, disse em entrevista ao programa Super Manhã desta quarta-feira (3), na Rádio Jornal Petrolina.

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Preparação de um ano

A ideia da caminhada surgiu assim que os peritos fizeram contato com a família de Beatriz, no ano passado. Em setembro de 2021 completou-se um ano sem resposta do Governo de Pernambuco e nesse tempo, Lucinha Mota vem se preparando fisicamente para a caminhada.

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Promessa descumprida

Para a mãe de Beatriz, o governador é omisso e não cumpriu com a palavra dada em 2019. “Na minha última reunião com o governador presente, em 2019, ele prometeu que se eu provasse que aquele perito que eu estava denunciando, que ele cometeu um ato corrupto, ele iria me ajudar a federealizar o caso. Ele fez uma promessa e nós provamos esse ato corrupto e silenciaram“, disse.

Para quem não lembra, o perito em questão estava na equipe que apurava o caso e mesmo sendo servidor público, atuou como prestador de serviço para o Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, dias após o assassinato de Beatriz.

Federalização e descontentamento com o Estado

A família segue no aguardo da federalização do processo, trâmite esse que está em andamento. E Lucinha não esconde o descontentamento com a Polícia Civil de Pernambuco, pela demora em elucidar o caso, que se arrasta há anos.

“Eu não recebi relatório de nenhuma perícia, eu recebi através de fotos e imagens de pais que participaram da festa e compartilharam com a gente. A gente teve acesso ao inquérito, mas a Polícia Civil não compartilhou imagens, vídeos”, pontuou Lucinha.

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