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Cearense perde casas e acumula dívida de R$ 50 mil por vício no ‘Jogo do Tigrinho’

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Em desabafo que viralizou nas redes sociais, a jovem relatou como a dependência destruiu o patrimônio da família e fez um apelo por ajuda.

O que começou como uma diversão despretensiosa há quatro anos transformou-se em um pesadelo para a extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos. Moradora de Fortaleza, ela viu sua vida desmoronar devido ao vício em jogos de azar online, como o popular “Jogo do Tigrinho”. Em um vídeo publicado nesta semana, que já ultrapassa 170 mil visualizações, Assíria detalha o impacto devastador da compulsão.

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“Se tivesse R$ 5 mil na conta, eu jogava. Se eu trabalhasse, pegava o dinheiro e jogava. Isso destruiu minha vida, meu casamento e meus pais. Eu perdi tudo”, desabafou a jovem.

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Segundo o relato, o vício escalou a um ponto em que o controle financeiro tornou-se inexistente. Ao todo, a cearense contraiu dívidas que somam cerca de R$ 50 mil. O prejuízo, no entanto, foi além do dinheiro em conta:

Os pais de Assíria precisaram vender duas casas da família para tentar quitar os débitos. Hoje, todos vivem “de favor”.

Crise Conjugal: O marido tentou intervir e ajudar nos pagamentos, mas acabou sobrecarregado financeiramente, já que ela escondia a gravidade da situação e voltava a jogar.
Insegurança: Devido aos empréstimos com agiotas, Assíria passou a sofrer ameaças constantes.

Busca por Recomeço
No vídeo, a jovem assume a condição de dependente e reforça que a conscientização foi o primeiro passo para a mudança. Atualmente, ela busca emprego para sustentar suas duas filhas, os pais idosos e limpar seu nome.

“Hoje eu reconheço que sou viciada e que preciso de tratamento. Quero um emprego para pagar minhas dívidas e voltar a viver. Quero ver minhas filhas crescendo e recuperar meu casamento”, afirmou.

Rede de Apoio
A repercussão do caso gerou os primeiros resultados positivos. De acordo com uma amiga próxima, Assíria já conseguiu acompanhamento psicológico gratuito. O foco agora é a reinserção no mercado de trabalho e a quitação progressiva das dívidas restantes.

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