domingo, 8 de novembro
PublicidadeZé do Sertão
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso

Com gravidade da pandemia na Bahia, toque de recolher é apenas ‘paliativo’, opina Nicolelis

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Com a gravidade da pandemia enfrentada pela Bahia, o toque de recolher de 20h às 5h adotado pelo governo estadual não funciona. É a opinião do neuro cientista e ex-integrante do comitê científico do Consórcio Nordeste.

Ele ressalta que o toque recolher foi tentado em vários países, em diferentes momentos da pandemia, e em diferentes graus de gravidade da crise sanitária. “No momento em que a gravidade aumenta muito, como é o caso da Bahia, o toque de recolher começa a diminuir o seu efeito a ponto de não ser mais efetivo, porque a transmissão já está fora de controle e ela ocorre nos outros períodos do dia”, disse ao citar como exemplo o transporte coletivo, comércio e outros locais em que há aglomeração.

PublicidadeGoverno do Estado da Bahia

Nicolelis ressalta os exemplos de Reino Unido, Portugal, Alemanha, França e Estados Unidos mostram que o toque de recolher deixa de ser eficaz a passa a ser apenas uma medida paliativa, que em alguns dias se demonstra ineficaz. O cientista foi o entrevistado desta terça-feira (23) no programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM 92,3.

Leia também: Fiocruz alerta para alta de casos graves de Covid em capitais brasileiras

Desde o início da pandemia o Comitê Científico do Consórcio Nordeste emitiu boletins mensais com dados e recomendações para os estados lidarem com a crise. Miguel Nicolelis ressalta que a situação enfrentada agora é sem dúvida o pior momento da pandemia desde 6 de março, quando a Bahia confirmou o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus. Eles ressalta que em 18 de dezembro o boletim do grupo trouxe previsões que apontavam para uma segunda onda “explosiva”.

“Infelizmente essas previsões se confirmaram com erro mínimo”, lamentou.

Apesar de alguns governantes atribuírem a situação atual com a circulação de uma nova variante da Covid-19, o cientista ressalta que não é o caso. “A variante não é responsável pelo início a segunda onda que foi em decorrência das festas natalinas”, afirmou ao citar também as eleições e o despeito as medidas durante o período do Carnaval.

Para ele, o Brasil não estaria em uma situação tão grave se declarasse lockdown nacional após o Natal.

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Últimas notícias

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão