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Condenado a mais de 22 anos autor do feminicídio que vitimou a jovem Quemoly Luize; crime ocorreu no ano de 2024, em Juazeiro

Por Editor Vale Comentar 3 min de leitura

Terminou no início da noite desta terça-feira (3), no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, o julgamento do réu Emerson de Oliveira Souza, que atuava no 9° Batalhão de Bombeiro Militar, acusado de assassinar a ex-companheira Quemoly Luize de Sena Araújo, 25 anos. O crime ocorreu na madrugada de 11 de março de 2024, na residência da vítima, localizada no bairro Vila Tiradentes.

O julgamento começou pela manhã e contou com a presença de amigos e familiares da vítima que pediam justiça pela jovem mãe de dois filhos pequenos, entre eles uma menina que na época do crime tinha 3 anos, filha do casal.

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A 5ª Promotoria de Justiça do Júri, representada pelo Promotor Raimundo Moinhos,  denunciou o réu por homicídio com quatro qualificadoras: Motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio.

Emerson de Oliveira Souza foi condenado a 22 anos e dez meses por feminicídio

Julgamento

A mãe, irmã e cunhado do réu foram ouvidos como testemunhas. Em seu depoimento, Emerson de Oliveira Souza alegou que o crime foi acidental. Em sua versão, ele afirmou que estava tentando suicídio, quando a vítima puxou o braço dele, momento em que ela foi atingida.

O Corpo de Sentença foi formado por 4 mulheres e 3 homens.

Crime

Segundo o IP, Emerson entrou na casa da ex-companheira e efetuou os disparos de arma de fogo contra ela por não aceitar o fim do relacionamento. Após cometer o feminicídio, o autor confessou o crime para a mãe e o irmão da vítima.

No entanto, segundo informações obtidas pelo PNB, dias após o crime, ele chegou a alegar que o tiro que atingiu Quemoly foi “acidental”.

Após matar Quemoly, ele foi para a residência em que morava, no Bairro Jardim Flórida, onde foi preso em flagrante por feminicídio.

Emerson era policial Bombeiro Militar e atuava no 9°BBM, em Juazeiro. Ele se entregou após negociações com equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Segundo informações obtidas pelo PNB, o autor do feminicídio já tinha passagem pela DEAM por violência doméstica contra outra mulher. A PC informou que Quemoly não tinha feito nenhum registro contra ele.

Após procedimentos legais, Emerson de Oliveira foi demitido da corporação.

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