sábado, 7 de novembro
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Coordenadora de Flávio Bolsonaro propõe limite no Bolsa Família

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, propôs nesta segunda-feira (19) uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família. A ideia, apresentada durante entrevista à rádio CBN Bahia, prevê que os participantes tenham um período para sair do programa social.

Ao explicar a medida, Daniella afirmou que o objetivo é estimular a autonomia financeira das famílias sem eliminar a possibilidade de receber novamente o benefício. “Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, disse a coordenadora de Flávio Bolsonaro.

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Proposta prevê criar um novo Ministério

A proposta também inclui a criação de um órgão chamado Ministério da Prosperidade, que teria a função de auxiliar os beneficiários durante a transição para o mercado de trabalho. Entre as medidas previstas estão ações de capacitação profissional e incentivos para facilitar a conquista de uma vaga com carteira assinada.

Além da qualificação, o plano prevê a concessão de crédito para pessoas interessadas em abrir o próprio negócio. Caso o beneficiário não consiga alcançar autonomia financeira por meio do emprego ou do empreendedorismo, a proposta estabelece o retorno automático ao Bolsa Família. 

PT reage a declaração

A proposta repercutiu nas redes sociais e foi criticada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, que utilizou a declaração para defender a continuidade do Bolsa Família. Nas redes sociais, o PT afirmou que é necessário defender o programa social que leva dignidade à famílias mais carentes. A polêmica ocorre durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

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