sábado, 7 de novembro
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Coronel critica Jerônimo e Otto por tentativa de protagonismo no PL do Cacau: “Não mexeram um dedo”

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O senador Angelo Coronel (Republicanos)

Quase uma semana após a aprovação do Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece percentuais mínimos de cacau em produtos como chocolate e cacau em pó, o senador Angelo Coronel (Republicanos) disparou críticas contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o senador Otto Alencar (PSD), acusando ambos de tentarem capitalizar politicamente uma proposta da qual, segundo ele, não participaram.

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O projeto, aprovado em votação simbólica no Senado e ainda pendente de sanção presidencial, define critérios para a composição de derivados de cacau e exige a indicação do percentual do fruto nos rótulos — medida considerada estratégica para fortalecer a cadeia produtiva, especialmente na Bahia.

Coronel reagiu com irritação a um vídeo publicado nas redes sociais por Jerônimo Rodrigues em parceria com Otto Alencar, no mesmo dia da votação. Em entrevista à rádio Vitória FM, nesta segunda-feira (20), o senador afirmou que os dois foram “omissos” durante a tramitação:

“Saiu na internet o vídeo do governador segurando um cacau, ele embaixo de um pé de cacau, entendeu? E colocando o senador Otto também no próprio vídeo dele. Quer dizer, eu fiquei assim, olhando, meu Deus, evidentemente, não mexeram uma palma, uma palavra, nem um dedo para aprovar, nem desaprovar, foram omissos no processo. Mas depois que foi aprovado, simbolicamente, apareceu um bocado de pai da criança”, afirmou.

Em tom irônico, Coronel disse ainda que pretende propor uma espécie de “rastreabilidade política” das propostas legislativas:

“Vou criar uma lei para evitar que políticos ‘ponguem’ em projetos criados por outros. Vou tentar implantar no Brasil um ‘DNA de projeto’ para ver realmente quem é o autor, quem é que defende, para evitar que os oportunistas queiram pongar na matéria dos colegas”, disparou.

Apesar das críticas aos ex-aliados, o senador agradeceu aos parlamentares que, segundo ele, atuaram diretamente pela aprovação da proposta, destacando a articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que pautou a matéria para votação simbólica.

“Parabenizo aos colegas do Senado, aqueles que se envolveram diretamente na aprovação desse projeto, e teve até alguns colegas que ‘pongaram’ depois que o projeto já estava maduro para ser votado. Tanto é que nós conseguimos que o presidente Davi Alcolumbre colocasse em votação simbolicamente”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Angelo Coronel também mencionou a pressão contrária de setores da indústria durante a tramitação, sugerindo que alguns parlamentares evitaram se posicionar abertamente:

“Mesmo aqueles oportunistas que pongaram no projeto, para querer aparecer para os produtores de cacau, fica também aqui os meus parabéns, que eu tenho certeza que eles também eram a favor, mas não tinham coragem de encarar diretamente uma matéria onde houve um lobby muito forte da indústria contrário a esse projeto”, frisou.

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