Dois suspeitos de envolvimento em esquema de fraudes do HRJ têm pedidos de prisão domiciliar aceitos pela Justiça
A Justiça Federal aceitou os pedidos de prisão domiciliar para dois suspeitos de envolvimento no esquema do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), no Norte da Bahia, conforme investigações da Operação Metástase, deflagrada em novembro. A operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apurou repasses indevidos de verbas públicas na unidade hospitalar.
Alex Oliveira de Carvalho, conhecido como “chefe” e “patrão no esquema”, teve a prisão preventiva regovada na última sexta-feira (4), enquanto que Victor Calixto Tambone, que seria o responsável pela “controladoria” da APMI, antiga empresa administradora do HRJ, e apontado como elo entre Alex Carvalho e Hucilene Simões Santos, diretora-geral da unidade, teve o pedido revogado na última segunda-feira (7), de acordo com informações do site Bahia Notícias.
Operação Metástase
Leia também: SAAE combate ligações clandestinas e retoma abastecimento do Park Jatobá e Park Residencial
Deflagrada no dia 19 de novembro, a Operação Metástase da Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), desarticulou um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos destinados à gestão do Hospital Regional de Juazeiro, administrado pela IBDAH. A operação resultou em seis mandados de prisão expedidos, cinco de preventiva e um de temporária, e outros 16 de busca e apreensão em Salvador, Castro Alves, Guanambi e Juazeiro. A diretora do Hospital Regional, em Juazeiro, Hucilene Simões, foi presa e levada para delegacia da PF, na cidade.
As investigações apontaram que a organização criminosa investigada fraudou licitações públicas e passou a dominar a gestão de inúmeras unidades da rede estadual de saúde, sob gestão indireta, por intermédio de diferentes Organizações Sociais de Saúde (OSS). Essas organizações são controladas por um mesmo grupo empresarial, quase sempre registradas em nome de “laranjas”.
Ainda segundo a PF, essas instituições gestoras das unidades de saúde passaram a contratar empresas de fachada, ligadas ao mesmo grupo, de forma direcionada e com superfaturamento, por meio das quais os recursos públicos destinados à administração hospitalar eram escoados, sem que muitos dos serviços fossem efetivamente prestados ou os produtos fossem fornecidos. A polícia identificou que parte dessas empresas são de consultoria, assessoria contábil e empresarial, comunicação social, além de escritórios de advocacia.
De acordo com a PF, os investigados responderão pelos crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Fonte: Preto no Branco











Deixe seu comentário