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‘É uma PEC eleitoreira’, diz Coronel sobre pressão para o fim da escala 6×1

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Senador baiano diz que redução da jornada é justa, mas critica tentativa de acelerar votação em meio ao calendário eleitoral

O senador Angelo Coronel (Republicanos) não poupou críticas nesta sexta-feira (12) à pressão exercida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e acabou com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), estabelecendo a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2).  

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A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 27 de maio. Atualmente, a proposta está em análise no Senado.

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Em entrevista à jornalista durante a sua passagem pela Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães, na região Oeste da Bahia, Coronel revelou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), vem analisando a proposta antes de iniciar a tramitação na Casa Legislativa. O senador baiano ainda classificou a proposta como “PEC eleitoreira” por estar sendo defendida para ser revertida em voto. 

“O Davi está analisando com todos os segmentos, porque uma proposta dessa natureza, ninguém pode aprovar num período só visando o voto. Então, é uma PEC eleitoreira. Ela é justa? É. Eu sou favorável a beneficiar o trabalhador brasileiro. Agora, não podemos também fazer algo que é simplesmente pra reverter em voto”, disparou Coronel.

“Por que que essa PEC está tramitando já tem três, quatro anos, o governo nunca se preocupou? Agora, faltando 90 dias pras eleições, o governo bota o dedo, gasta dinheiro com a mídia nacional, para poder fazer com que essa PEC seja votada na pressão”, acrescentou. 

Coronel ainda rebateu as críticas que vem recebendo por pregar cautela na discussão sobre a proposta. 

“Nós somos favoráveis a que se discuta, que abra o espaço para o diálogo. Não podemos fazer empresa no Brasil só ouvindo um lado, tem que fazer os dois lados. Hoje dizem: ‘Ah, Coronel é contra o trabalhador, Coronel é a favor do empresário’”, disse. 

“Eu sou a favor do mercado produtivo. Sou a favor que haja mercado produtivo para que ele possa contratar. Porque se a empresa fecha, se a empresa quebra, o funcionário, o trabalhador também vai perder”, concluiu.

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