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Eduardo Bolsonaro diz que sonha em “colocar Moraes na cadeia”

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) revelou que não pretende retornar ao Brasil, com receio de ter uma ordem de prisão decretada. “Para não ser preso, tá louco”, disse o parlamentar em uma rápida entrevista nos EUA para o portal Uol.

Apesar da decisão, Eduardo Bolsonaro não esclareceu como pretende continuar a exercer seu mandato à distância. O deputado chegou a solicitar uma licença de afastamento das funções por 120 dias, mas o prazo venceu no último domingo, 20.

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Eduardo Bolsonaro foi visto pela coluna do Uol em um parque infantil no aeroporto de Miami, onde disse que foi participar de um evento que organizou com residentes brasileiros na cidade em que ele e sua família estão no Texas.

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Prender Alexandre de Moraes
O parlamentar disse também que seu “sonho” é “colocar o ministro Alexandre de Moraes na cadeia, assim como ele tem feito com muita gente”.

Na última sexta-feira, 25, o deputado afirmou que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estão sob possível risco de terem os vistos suspensos e sofrerem sanções por parte do governo dos Estados Unidos.

Em entrevista ao programa “Oeste com Elas”, ele disse que essas ações dependem do andamento de pautas como o impeachment de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a aprovação da anistia na Câmara. Segundo Eduardo Bolsonaro, embora Alcolumbre ainda não tenha sido diretamente sancionado, ele está na mira das autoridades americanas, que podem agir caso ele não apoie determinadas decisões políticas.

Pedidos de impeachment
Dezenas de pedidos de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados por senadores. No total, já são 26 pedidos e Alexandre de Moraes lidera com 13 requerimentos contra a sua conduta na Corte. O último pedido foi apresentado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, na última quarta-feira, 23.

O magistrado tem sido o alvo principal dos parlamentares por conta da sua atuação, principalmente nos casos envolvendo Bolsonaro, dentre eles o inquérito das Fake News e dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Tramitação
Ainda não há casos de afastamento de ministros do STF, por conta do processo de impeachment, mas cabe ao plenário do Senado julgar os ministros. Depois de protocolados, os pedidos devem ser despachados pelo presidente do Senado à advocacia da Casa, que deverá dar um parecer técnico.

Em seguida, vai para a Comissão Diretora, composta pelo presidente, vice-presidentes e secretários do Senado. Após o parecer técnico, deverá ser lida no plenário da Casa e passará a ser analisada por uma comissão especial.

O grupo, composto por senadores indicados pelos líderes partidários seguindo a proporção, terá até 10 dias para decidir se admite a denúncia ou não.O acusado tem direito à ampla defesa durante as diligências e deverá responder às acusações também dentro do prazo desses 10 dias.

A Tarde

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