sábado, 7 de novembro
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Encanto que fica após o Natal: celebração do Dia de Reis valoriza raízes juazeirenses

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

É sempre assim quando os brilhos do Natal começam a se apagar. As luzes descem dos postes, a árvore se desfaz, e a cidade parece fazer um breve silêncio para refletir sobre o que viveu e sobre o que deseja para os dias que chegam. Entre simpatias, orações aos Reis Magos e promessas discretas, Juazeiro […]

É sempre assim quando os brilhos do Natal começam a se apagar. As luzes descem dos postes, a árvore se desfaz, e a cidade parece fazer um breve silêncio para refletir sobre o que viveu e sobre o que deseja para os dias que chegam. Entre simpatias, orações aos Reis Magos e promessas discretas, Juazeiro transformou esse ritual de despedida e esperança em encontro coletivo.

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Na noite desta terça-feira (06), a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), celebrou o Dia de Reis na Orla II com um evento que reuniu famílias inteiras. As apresentações infantis trouxeram clássicos conhecidos em ritmo de axé, preparando os pequenos para o clima carnavalesco. Depois, o Samba de Véio do Rodeadouro tomou conta do espaço, convidando o público para a roda e espalhando alegria em cada compasso. O Encrespa encerrou a programação com cânticos natalinos reinventados e um repertório que tocou a memória afetiva da cidade. A data também marcou o Dia Municipal do Samba de Véio, homenagem que reconhece e celebra essa manifestação tradicional do Vale do São Francisco.


Para muitos, a noite foi um reencontro com pertencimento e identidade. “Trouxe as crianças, tiramos fotos na decoração, tudo muito organizado. Foi uma noite linda”, disse Gil Ferreira, que participou com a família. O jornalista Renilson Silva destacou o simbolismo da celebração: “Juazeiro tem uma ligação profunda com o samba. Ele pulsa na nossa história. Ver essa valorização mantém viva a nossa cultura”.


Mais do que entretenimento, a celebração reafirmou o papel da cultura como memória viva. O Samba de Véio aparece como elo entre gerações, guardião de saberes e expressão de resistência popular. Ao reconhecer quem preserva essas tradições e quem as mantém pulsando, Juazeiro mostra que, mesmo quando as luzes de Natal se apagam, continua iluminada pelas histórias que decide proteger.
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Texto: Lucas Oliveira – Ascom/PMJ

Fotos: Ana Vitória Nascimento – Ascom/PMJ

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