domingo, 8 de novembro
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeZé do Sertão

Entregador chicoteado por mulher bolsonarista desabafa: “nem animal é tratado daquele jeito”

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

“Será que porque ela mora em São Conrado e paga imposto caro, ela acha que pode fazer isso?”, questionou Max Angelo dos Santos ao depor nesta quarta-feira

Sandra Mathias Correia de Sá e Max Ângelo dos Santos (Foto: Reprodução)

PublicidadeDeputado Roberto Carlos

O entregador Max Angelo dos Santos compareceu à 15ª DP (Gávea) nesta quarta-feira (12) para prestar depoimento sobre as agressões que sofreu no último domingo (9) pela nutricionista e professora de vôlei bolsonarista Sandra Mathias Correia de Sá, investigada por lesão corporal e injúria. A informação é do portal g1.

Leia também: SAAE combate ligações clandestinas e retoma abastecimento do Park Jatobá e Park Residencial

Em sua fala, Max expressou indignação com as agressões: “nem animal é tratado daquele jeito. Será que porque ela mora em São Conrado e paga imposto caro, ela acha que pode fazer isso?”

“Eu também pago os meus impostos. Aquilo que ela fez não se faz nem com cachorro. Ela não está lidando com animal e sim ser humano. Eu sou ser humano e sangro como ela. Ela não veio e fico triste. Porque é a chance dela de se defender. Isso só cabe a ela se defender”, acrescentou.

O g1 também informa que Max trabalha como entregador informal há um ano e meio, desde que perdeu o emprego com carteira assinada. Durante suas entregas, ele chega a pedalar até 18 horas por dia.

O advogado do entregador, Joab Gama de Souza, afirmou que entrará com um pedido de indenização na Justiça contra Sandra, que, segundo ele, ela é uma pessoa sem lealdade e desconexa com a realidade. “Ela precisa ser punida com o rigor da lei. Nesse momento, ele não quer auferir vantagens, mas caberá indenização na Justiça. Com a publicidade do caso, cabe indenização por danos morais e psicológicos. Ele se sente muito triste e humilhado”, declarou.

O depoimento de Sandra foi adiado devido a um atestado médico que indicava que ela estava com “várias lesões”.

O caso é um exemplo da violência que os entregadores informais estão sujeitos diariamente no Brasil. Eles são expostos a riscos de acidentes, assaltos e agressões. A falta de regulamentação da profissão também os deixa sem proteção trabalhista e previdenciária.

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Últimas notícias

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão