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Escola onde teto desabou recebeu mais de R$ 2,5 milhões em obras, diz Sintepe

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Sindicato afirma que unidade passou por reformas na cobertura, mas cobra auditoria após desabamento que deixou seis alunos e um professor feridos. Pais também denunciam problemas estruturais e na alimentação escolar

Protestos na escola Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha (Foto: Rafael Vieira/DP)

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A Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, localizada no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, onde parte do teto desabou na tarde da última terça-feira (7), deixando seis alunos e um professor feridos, recebeu R$ 2.527.692,54 em investimentos, distribuídos em dois contratos; um de R$ 1.109.486,78 e outro de R$ 1.418.205,76, de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe).

Segundo publicação do sindicato nas redes sociais, a unidade passou por reformas que incluíam intervenções na cobertura e em estruturas metálicas. Para a entidade, “é absolutamente inaceitável que a unidade sofra uma falha estrutural dessa magnitude, atingindo alunos e um professor durante o horário escolar”.

Ainda de acordo com o Sintepe, o desabamento evidencia uma grave desconexão entre os valores investidos na reforma e a realidade encontrada na escola. A entidade lembrou que, em maio, lançou a campanha “Cadê a Reforma da Minha Escola”, na qual denuncia supostas irregularidades em obras realizadas em escolas estaduais que, segundo o sindicato, somam cerca de R$ 183 milhões em recursos públicos.

Na publicação, o sindicato cobra respostas imediatas e uma auditoria rigorosa dos serviços executados. “Não se trata apenas de cobrar o destino e a eficiência dos R$ 2,5 milhões investidos na unidade, mas de repudiar a negligência que colocou em risco a vida de alunos, professores e funcionários.”

As obras teriam sido executadas pela Cetus Construtora. A empresa também é alvo de decisão do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que determinou a suspensão de pagamentos referentes a um contrato firmado com a Secretaria Estadual de Educação após identificar supostas irregularidades na contratação.

Apesar do volume de recursos investidos, pais, estudantes e o Sintepe afirmam que parte das intervenções permanece inacabada. Eles relatam a existência de infiltrações, problemas na cobertura, banheiros deteriorados e equipamentos de climatização que ainda não foram instalados.

O representante setorial do Sintepe, Eldemy Santos, afirmou que, segundo relatos de professores, alguns problemas teriam se agravado após a reforma. “Os professores dizem que, antes da reforma, quando chovia não havia tantos pontos de alagamento. Hoje isso acontece, trazendo mais riscos para estudantes e trabalhadores. O que a comunidade espera é que a obra seja concluída e que a escola ofereça condições adequadas de funcionamento.”

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