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Especialista alerta para aumento de síndromes gripais no período do meio do ano e orienta sobre cuidados

Por Editor Vale Comentar 2 min de leitura

Com a chegada do período mais frio do ano, principalmente entre o fim de maio e os meses de junho a outubro, cresce também o número de casos de síndromes gripais e outras doenças respiratórias. Unidades de saúde já registram aumento na procura por atendimentos relacionados a sintomas como febre, tosse, coriza, dor no corpo, cansaço e dificuldade para respirar, situação considerada comum nesta época do ano. 

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De acordo com a professora e médica de família e comunidade do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Roanna Béda, as temperaturas mais baixas favorecem diretamente a circulação dos vírus respiratórios, especialmente o da influenza. “O frio facilita a sobrevivência e a transmissão dos vírus, aumentando significativamente os casos de infecções respiratórias durante esse período”, explica a especialista. 

Outro fator que contribui para o aumento das doenças é o hábito de permanecer em ambientes fechados e pouco ventilados. Segundo a médica, a proximidade entre as pessoas nesses locais facilita a transmissão de vírus de pessoa para pessoa. “Nessa época, as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados por conta do frio, e isso acaba favorecendo a propagação das síndromes gripais”, ressalta Roanna Béda. 

A profissional também chama atenção para os impactos do ar seco e das mudanças bruscas de temperatura no organismo. “A baixa umidade do ar resseca as mucosas nasais, deixando as vias respiratórias mais vulneráveis à entrada de vírus. Além disso, as mudanças rápidas de temperatura, com calor intenso seguido de frentes frias, também contribuem para o aumento dos casos”, destaca. 

Diante desse cenário, a orientação é reforçar os cuidados preventivos, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Manter a vacinação atualizada, higienizar as mãos com frequência, beber bastante água e evitar ambientes fechados sem ventilação estão entre as principais recomendações. “A prevenção continua sendo o melhor caminho. Ao perceber sintomas persistentes ou dificuldade para respirar, é importante procurar atendimento médico o quanto antes”, conclui Roanna Béda. 

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