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Expulso do partido, vereador gaúcho que fez declarações xenófobas contra baianos será investigado pelo MP-RS

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O vereador Sandro Fantinel, será investigado por racismo pela Polícia Civil de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e também virou alvo do Ministério Público do estado (MP-RS) por causa de suas falas xenofóbicas contra trabalhadores baianos encontrados em situação de trabalho análogo à escravidão.

O órgão vai abrir investigação civil e criminal contra o edil, que já foi expulso do Patriotas.

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De acordo com o partido, o pronunciamento de Fantinel foi “desrespeitoso e inaceitável” e “está maculado por grave desrespeito a princípios e direitos constitucionalmente assegurados, à dignidade humana, à igualdade, ao decoro, à ordem, ao trabalho”.

Leia também: SAAE combate ligações clandestinas e retoma abastecimento do Park Jatobá e Park Residencial

Na manhã desta quarta-feira (1º), a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul emitiu nota informando que “não compactua com nenhuma manifestação de preconceito, discriminação, racismo ou xenofobia”, e que a fala foi um posicionamento individual.

Veja nota na íntegra abaixo

“A Câmara Municipal de Caxias do Sul é a Casa da Representatividade e do Respeito. Por isso, a Mesa Diretora não compactua com nenhuma manifestação de preconceito, discriminação, racismo ou xenofobia.

Em decorrência do pronunciamento do vereador Sandro Fantinel/PATRIOTA em relação a trabalhadores baianos, na sessão ordinária da última terça-feira (28/02), ressaltamos que foi um posicionamento individual do parlamentar. Não traduz o pensamento e os valores da instituição e nem da totalidade dos vereadores.

Também pedimos desculpas ao povo baiano e a todos os migrantes que se sentiram atacados, destacando que são todos muito bem-vindos em nossa Caxias do Sul.

Caxias do Sul, 1º de março de 2023.

Declarações

Em seu discurso no plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, na última terça-feira (28), o edil disse para empresas e produtores rurais do Sul do país contratarem funcionários “limpos” para a colheita da uva, e não deveriam buscar “aquela gente lá de cima”, se referindo aos nordestinos.

Os 192 trabalhadores resgatados tinham entre 18 e 57 anos e trabalhavam para a empresa Oliveira & Santana, que presta serviços terceirizados para vinícolas de Bento Gonçalves, como Aurora, Santon e Garibaldi. As três dizem que não tinham conhecimento da situação relatada pelos trabalhadores e que repudiam violações de direitos humanos.

Redação PNB

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