domingo, 8 de novembro
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeDestak Nutri Prime

Família de Capim Grosso é resgatada em situação análoga à escravidão

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Uma ação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU) resgatou, nesta sexta-feira (14/7), 11 pessoas de uma mesma família que trabalhavam em situação análogas à escravidão na zona rural do município de Santa Inês, no Vale do Jiquiriça, na Bahia.

De acordo com a Superintendência do Trabalho, além das 11 resgatadas, outras oito, incluindo crianças estavam no grupo, o que totalizava 19 pessoas da mesma família no local, onde ficaram por 30 dias.

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos

O grupo estava em um alojamento precário, com alimentação improvisada, péssimas condições de higiene e conforto, não possuía acesso a água corrente. A família é natural do município de Capim Grosso, na região de Jacobina, no centro-norte da Bahia, e viajou até Santa Inês, cidade que fica a mais de 300 quilômetros de distância, por causa do emprego.

Leia também: PM prende suspeito por tráfico de drogas e apreende maconha e haxixe em Juazeiro

O empregador estava na fazenda no momento da operação e recebeu um termo de ajuste de condutas. Além disso, houve um acordo de pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias no valor de R$ 50 mil.

A Superintendência do Trabalho informou também que o grupo não tinha podia ir à cidade para comprar os alimentos. Por isso, fazia notas para o empregador, que abateria que esses valores dos salários. No entanto, os trabalhadores não tinham acesso aos valores pelos quais eles pagavam os alimentos.

Os trabalhadores alegaram ainda que a alimentação era escassa e que chegaram a passar fome. Eles ainda informaram que foram comunicados que estariam devendo ao empregador. A Superintendência do Trabalho diz que a situação se constitui servidão por dívida, e é um dos indicadores de trabalho escravo, além das condições degradantes dos alojamentos sem condição de dignidade.

Grupo trabalhava com gado

Os onze resgatados eram responsáveis pelo trabalho roceiro, com cuidados com o gado, mas sem condições seguras. Eles chegaram a aplicar venenos em animais sem o material necessário, apenas com uma garrafa perfurada.

Baseado no cálculo do empregador, que não foi divulgado, os trabalhadores foram expulsos do local ainda com débitos durante a estadia. Eles foram encontrados na estrada, após andar cerca de 20 quilômetros.

O resgate foi feito por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho, que fizeram a inspeção do local na fazenda acompanhados de uma procuradora do trabalho, um procurador da Defensoria Pública da União (DPU) e uma assistente social da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, além de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Fonte: g1

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Últimas notícias

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão