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Familiares de militares chamam Bolsonaro de ‘traidor’ em sessão sobre aposentadoria militar

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura
Reunião sobre destaques da proposta de previdência militar (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Reunião sobre destaques da proposta de previdência militar (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

A sessão da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discutia os destaques da proposta de reforma da Previdência dos militares nesta terça (29). A informação é da revista Carta Capital. Praças, militares da reserva e parentes de militares se manifestaram logo depois da votação do primeiro destaque do texto, que mudaria a tabela de gratificação por habilitação.

Nas regras vigentes atualmente, os valores vão de 12% a 73%. Na proposta sugerida, é imposto um valor único para militares de todos os níveis. O destaque foi sugerido pela bancada do PSOL.

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A medida favoreceria os praças e militares da reserva. Contudo, a proposta foi rejeitada por 18 votos a 10. Os parlamentares da base bolsonarista votaram contra.

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“Se vamos provocar despesas, que provoquemos despesas com igualdade”, avaliou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) na ocasião.

“Essa emenda corrige imperfeições, erros e equívocos que aumentam a diferença dentro do corpo das Forças Armadas. Votar contra é votar a favor desigualdade”, continuou.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-RJ), afirmou que o Estado teria que desembolsar por volta de 130 bilhões de reais para beneficiar os militares de baixa patente com um valor único de gratificação.

“O valor é de mais de 10% do que a gente pretendia economizar com a reforma da Previdência. Infelizmente, nesse momento, não temos condições de aprovar esse projeto. As Forças Armadas são instituições hierarquizadas”, argumentou o governista.

Confusão

O tumulto começou logo após a rejeição do destaque. Segundo a revista, uma eleitora do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que era favorável à igualdade de gratificação, acusou o governo de traição.

“Eu fui às ruas, eu coordenei carreata para o senhor, eu gritei Bolsonaro 17 enquanto estavam debaixo dos seus ar-condicionados. E hoje, o senhor trai a tropa dessa maneira. O senhor, que cresceu em cima de nós, em cima dessa desgraça que foi a campanha das Forças Armadas. Agora o senhor nos trai, o senhor faz isso conosco, isso é um absurdo, dando benefício aos generais”, afirmou.

Em sua página no Twitter, o PSOL publicou que deve recorrer ao plenário para reverter a decisão do governo.“Para privilegiar militares de alta patente, bolsonarismo abandonou praças e soldados e deixou seus familiares revoltados”, escreveu a legenda. À noite, a tag “BolsonaroTraidor” era a mais chamada do Twitter.

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