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Festival Edésio Santos da Canção emociona público e abre programação com 20 apresentações no Centro de Cultura João Gilberto

Por Rogenilson Reis 5 min de leitura

 Sob a autenticidade que abraça Juazeiro, inspirada no Velho Chico que respira poesia, a cidade celebrou mais uma vez o encontro entre memória, música e identidade. Assim começou, nesta sexta-feira (28), no Centro de Cultura João Gilberto, a 27ª edição do Festival Edésio Santos da Canção, um palco onde a cultura local se reconhece, […]

Sob a autenticidade que abraça Juazeiro, inspirada no Velho Chico que respira poesia, a cidade celebrou mais uma vez o encontro entre memória, música e identidade. Assim começou, nesta sexta-feira (28), no Centro de Cultura João Gilberto, a 27ª edição do Festival Edésio Santos da Canção, um palco onde a cultura local se reconhece, se renova e se orgulha.

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Neste ano, cerca de 200 composições buscaram um lugar na programação, refletindo a força criativa que pulsa no território juazeirense e além dele. Entre elas, 20 músicas foram selecionadas para a etapa eliminatória, incluindo um terço das vagas destinadas a artistas não locais, fortalecendo o diálogo cultural e ampliando as sonoridades que fazem do festival um marco artístico da região.

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Na noite de abertura, subiram ao palco:

Guilliard Pereira – Segredos da estrada (autoria própria);

Márlica – Dois em um (Heliandro Silveira);

Rafael e Ana Rízia – Eu não me acostumei (Gilmara Lima Alves);

Antônio Silva – Psicosfera (autoria própria);

Deyse Gois – Cadê meu Angari (Marcílio Cordeiro);

Greg Marinho – Armo-me de livros (autoria própria);

José Augusto – As luzes vêm do céu (autoria própria);

Ivan Greg – A roda do tempo (Eugênio Cruz);

Jil Nascimento – Rara (autoria própria);

Joana e Zé – Ciência da Abelha (José Melquiades);

Joyce Guirra – Flores e canção (autoria própria);

Kelson Kizz – A pergunta que não quer calar (Bruno Kohl);

Keréto – Enquanto me deixarem cantar (autoria própria);

Lais – Vim mimbora (autoria própria);

Luana Alcântara – Onde você se esconde (autoria própria);

Mádara – A natureza chora (Diego Luan Bonfim);

Paulo Soares – Casaca de couro (autoria própria) e Renato;

Wênia Trindade – Trem das almas (autoria própria e Roberto Maestrini);

Carlos Lima – Boêmio (autoria própria e Carlos Brasil) e Eleonor (autoria própria e Noel Tavares).

Entre o público presente, a energia de encantamento também ecoou forte em visitantes de outras cidades. A sergipana Andrea Rocha, que veio de Aracaju especialmente para prestigiar o Festival, destacou a beleza da noite e a força cultural de Juazeiro. Para ela, o evento reafirma o poder da música como ponte entre territórios, afetos e memórias. “É emocionante ver um festival que valoriza os artistas, a música autoral e a identidade de um povo. Juazeiro respira arte, e estar aqui é uma experiência que levarei comigo”, comentou.

Também de Aracaju, Hermano Filgueiras elogiou a diversidade das apresentações e a qualidade das composições selecionadas. Segundo ele, o Festival Edésio Santos demonstra cuidado e compromisso com a cena musical do Nordeste e do país. “O nível artístico é impressionante. Saio daqui inspirado e admirado com o que vi. É um festival que honra sua história e, ao mesmo tempo, abre caminhos para novas vozes”, afirmou.

A juazeirense Verena Santana também celebrou a qualidade artística da noite e destacou a emoção de assistir ao Festival. Para ela, cada apresentação reforça o quanto Juazeiro é um celeiro criativo que merece ser visto e ouvido pelo Brasil. “O Festival Edésio Santos é um orgulho para nós. É lindo perceber como nossa cultura pulsa forte, com interpretações marcantes e composições que tocam profundamente. Saio daqui encantada e certa de que este evento é um dos maiores patrimônios culturais da região”, afirmou.

Das apresentações, 10 canções avançaram para a próxima etapa, que acontecerá neste sábado (29), novamente no Centro de Cultura João Gilberto. Foram classificadas:

  1. Psicosfera
  2. Flores e canções
  3. Vim mimbora
  4. Enquanto me deixarem cantar
  5. Armo-me de livros
  6. Trem das almas
  7. A roda do tempo
  8. Cadê o meu Angari
  9. Casaca de couro
  10. O segredo da estrada

Ainda no sábado, o Festival revelará os grandes vencedores nas categorias primeiro, segundo e terceiro lugares, além dos prêmios de melhor intérprete e melhor música pelo júri popular. No domingo (30), esses vencedores se apresentarão no palco do Festival A Bossa.

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), convida toda a população a prestigiar esse momento de beleza e celebração. Para participar, sugere-se a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será direcionado às famílias assistidas pelo programa Juazeiro Sem Fome.

O Festival Edésio Santos segue como um rio de melodias profundo, fértil e cheio de afeto, lembrando a cada edição que a cultura é a alma viva de Juazeiro. Venha sentir essa canção com a gente.

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Texto: Camila Santana – Ascom PMJ

Fotos: Anamauê – Ascom PMJ

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