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Fim da escala 6×1 ‘com certeza’ será discutida em 2026, diz presidente da Câmara

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o fim da escala 6×1 será discutida em 2026. A proposta também é encampada pelo governo Lula (PT) e pela esquerda.

“Tem crescido a discussão do tema, essa é uma pauta que, com certeza, no início do ano, os partidos vão tratar, e nós vamos dar um encaminhamento. […] Penso que esse será um tema que vamos tratar no início do ano de 2026”, disse em entrevista à jornalistas nesta sexta-feira (19).

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Em abril deste ano, porém, Motta havia feito ressalvas à proposta durante um evento do banco Safra, em São Paulo. Ele afirmou que era preciso medir a viabilidade e o impacto negativo da mudança na escala de trabalho.

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“Não dá para ficar vendendo sonho, sabendo que esse sonho não vai se realizar. Isso é uma falta de compromisso com o eleitor”, disse na ocasião.

Já em relação à reforma administrativa, uma aposta de Motta parada na Casa, o presidente evitou listá-la entre as prioridades e ressaltou que o trabalho dos parlamentares em 2026 acabará sendo encurtado pela eleição.

“Vamos aguardar, vamos entrar em 2026 para discutir com os líderes aquilo que vai ser a agenda do ano que vamos priorizar. É um ano, do ponto de vista político, administrativo e de funcionamento da casa, um pouco mais reduzido”, disse.

“A sociedade como um todo entende que deve haver uma rediscussão sobre a máquina pública do nosso país. […] E nem sempre o tempo político é da maneira que a gente quer. O Congresso tem o seu próprio tempo de amadurecimento das matérias”, completou.

Motta afirmou ainda que propôs o debate, que vem sendo discutido com os partidos e os Poderes Executivo e Judiciário.

Outras prioridades de Motta e do governo, como a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança e o projeto de lei Antifacção, também ficaram para o ano que vem.

Após o embate entre governo e oposição que marcou a tramitação do PL Antifacção, Motta evitou responder se a matéria, que volta à Câmara após ter sido modificada no Senado, deve ter seu texto retomado pelos deputados.

A versão aprovada pelos senadores é defendida pelo Executivo, enquanto o texto da Câmara foi assinado pelo deputado bolsonarista Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Vou trazer para o colégio de líderes, e a vontade da maioria vai ser respeitada. Eu ainda não sei qual será o prisionamento da Câmara acerca dessa matéria”, disse.

Bahia Notícias/Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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