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Política

General defende Bebianno e diz que filhos de Bolsonaro geram crise política

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

(foto: Reprodução/Youtube)

O general Paulo Chagas publicou na noite de sexta-feira (15) um texto defendendo o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno.

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“Bebianno foi, nesse ínterim, o mais próximo, leal, e confiável membro do staff do candidato Jair Bolsonaro, condição que o converteu em alvo injustificável da desconfiança e da antipatia de Carlos Bolsonaro, o filho que, segundo a mídia, é o mais protegido pelo pai”, escreveu o general em seu perfil no Facebook.

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Chagas foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2018 pelo PRP com o apoio do então candidato a presidente Jair Bolsonaro.

O general afirmou que a interferência de seus filhos no modo de governar é o que permite que a administração de Jair Bolsonaro sofra “crises políticas”.

“Como observador, como eleitor e como apoiador do Governo Bolsonaro, vejo este e outros casos que envolvem o Presidente e seus filhos como as origens e a essência de grande parte das ‘crises políticas’ que puseram e ainda põem em risco a sua imagem e a do seu governo, a confiança e a expectativa do seu eleitorado e dos seus apoiadores e que dão, à imprensa adversa e à oposição, a munição necessária para tentar desestabilizar o governo e atrapalhar as operações de combate aos maus hábitos e de reconstrução física e moral do Brasil”, declarou.

Na publicação, o militar criticou o episódio recente no qual o ex-ministro foi acusado de ser o responsável para que o hoje deputado Luiz Phillippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) não fosse escolhido candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro.

“Gustavo Bebianno foi transformado em traidor e em bode expiatório daquela crise familiar e, agora, de uma possível mágoa do Deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança por ter sido rejeitado para o cargo de Vice-presidente da República. Algo, para mim, lamentável e decepcionante”.

Bebianno presidiu o PSL a pedido do próprio candidato em 2018 durante a campanha eleitoral. Perdeu a condição de homem de confiança do presidente em fevereiro, quando foi demitido do governo após entrar em colisão com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente e irmão de Eduardo. Desde então passou a ser alvo da artilharia de bolsonaristas e a revidá-los.

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