Gostaria de dar uma abraço em vocês”, diz criança em carta de agradecimento enviada a profissionais de saúde de Juazeiro-BA

A carta foi entregue aos profissionais por um amigo da família do menino. Em conversa com a nossa redação, a professora professora do Instituto Federal da Bahia, Juliana Mousinho, mãe de Lucca, explicou que a iniciativa surgiu através de um questionamento do filho.
“Ele é um menino que se preocupa muito com o bem estar de todos. Ele tem acompanhado as notícias sobre o Coronavírus e estamos seguindo a risca as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), por mais difícil que seja para as crianças entenderem. Há uns dias ele me perguntou: “mamãe, e quem está cuidando das enfermeiras, médicos e todo mundo que trabalha nos hospitais?”. Expliquei para ele que essas pessoas eram muito corajosas: estavam cuidando de todos e deles mesmos. Ele também viu a campanha de muitos profissionais de saúde dizendo: “Fique em casa, por você, por nós e por todo mundo”. E que eles estariam lá para cuidar de quem ficasse doente.
Daí, ontem a noite, ele me pediu papel e caneta. Sentou sozinho, quieto e pensativo. Depois de alguns minutos, me chamou, leu a cartinha (que me emocionou muito) e me perguntou como faríamos para entregar para os profissionais de saúde. Eu disse que conseguiríamos um jeito. Ele ainda me disse: “eu queria muito abraçar eles, porque sei que eles estão precisando disso agora”. E ainda disse, “mamãe, é por causa deles que vamos crescer com saúde e alegria e vou poder abraçar todos que amo, a vovó e o vovô”, relatou Juliana.
Para a enfermeira Jéssica Dias Oliveira, o gesto é um incentivo a mais para os profissionais que estão na linha de frente do combate ao vírus.
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“Essa demostração de amor acaba nos fortalecendo em meio a essa pandemia. É um carinho demostrado de uma forma tão simples e que nos enche de alegria, apesar do medo diário”, declarou.
Ela também falou sobre os sacrifícios do enfrentamento do vírus e ressaltou a importância do isolamento social. “Não podemos tocar no rosto, não podemos beber água e nem ir ao banheiro depois de paramentados. Não podemos comer, não podemos sair para um fôlego ali fora. Se eu sair do ambiente contaminado, preciso jogar avental, touca e máscara no lixo. E precisamos poupar material, tudo isso é muito caro e o medo de faltar é grande. Por tanto, gostaria de pedir que as pessoas fiquem em casa. Quem não obedece o isolamento, não respeita o nosso sacrifício. Nós também somos o amor de alguém”, concluiu.
Da Redação Por Yonara Santos











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