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Governistas acusam Alcolumbre de atrasar PEC da 6×1 e priorizar a oposição

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, o PL 1.707/2025, que dispõe sobre medidas excepcionais destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes de estado de calamidade pública aplicáveis às parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Governistas se irritaram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após ele sugerir que pode prolongar o debate da PEC do fim da escala 6×1 na Casa.

Nos bastidores, senadores da base aliada de Lula reclamam que, por outro lado, Alcolumbre despachou em menos de 24h uma PEC da oposição, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), que prevê jornada por hora trabalhada, sem limite fixado em lei.

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Nesta terça-feira (2), durante fala no plenário, o presidente do Senado disse que não fará um debate açodado da PEC aprovada na Câmara e que, se for necessário, o texto será aperfeiçoado e pode até mesmo passar por uma comissão especial, além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Alguns senadores afirmam que não esperavam celeridade do presidente da Casa, mas reclamam da diferença de tratamento entre as propostas.

Alcolumbre chegou a dizer a aliados que não atrasaria o cronograma. Nesta terça, no entanto, disse que o Senado não será uma mera Casa carimbadora.

“Somos 81 iguais e que cada um tenha o discernimento da importância da votação dessa matéria. Não pode rede social, não pode um ou outro ator cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e a gente vote de tarde”, afirmou no plenário.

O assunto só será debatido na próxima terça-feira (9) durante reunião de líderes. O governo já prevê uma queda de braço na CCJ. O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD), descartou a PEC alternativa e disse que priorizaria a proposta da Câmara, defendida pelo governo.

Diante da posição de Alcolumbre, petistas não descartam ir às redes para fazer pressão sobre o senador. O mote “Congresso inimigo do povo” pode ser usado como instrumento de pressão para garantir que a matéria seja aprovada logo.

O temor é que o texto não avance em junho e, com isso, perca força no segundo semestre quando a Casa não costuma votar matérias importantes em ano eleitoral.

Alcolumbre reagiu. “Não me obrigue, não me ameace, não me ofenda, não me ataque. Que eu vou com a minha consciência, com meu coração, no tempo adequado, decidir como vai ser o meu voto. Simples assim”, afirmou.Política Livre/Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

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