sábado, 7 de novembro
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Haddad, ACM Neto E Mais 10 Candidatos Terão Que Superar Histórico Adverso De Viradas

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Doze candidatos a governador pelo país precisarão superar um forte histórico de adversidade no segundo turno para obter a vitória.

Desde que a eleição aos governos passou a ser disputada em dois turnos, em 1990, apenas 29% dos candidatos que chegaram em segundo lugar na primeira etapa conseguiram uma virada na votação final.

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Foram 108 disputas para governador em dois turnos, com 31 vitórias de quem ficou atrás na primeira votação.

No pleito passado, em 2018, houve o menor volume de viradas da história —apenas 2 em 14 disputas.

As duas reviravoltas ocorreram impulsionadas pela onda bolsonarista que favoreceu candidatos novatos e que marcou a eleição daquele ano. Em Rondônia, Marcos Rocha, então estreante do PSL, despontou nas pesquisas nas vésperas do primeiro turno e descontou na segunda rodada desvantagem de oito pontos percentuais para um candidato do PSDB.

Em Santa Catarina, houve situação parecida com o então desconhecido candidato Comandante Moisés, também do PSL.

Um dos casos mais simbólicos de reviravolta ocorreu em Minas Gerais, em 1994, quando o tucano Eduardo Azeredo ficou 21 pontos percentuais atrás do mais votado na primeira rodada, Hélio Costa (PP), e ainda assim acabou eleito governador.

Em São Paulo, em 1990, Luiz Antonio Fleury, então no PMDB, se elegeu após conseguir reverter vantagem de 15 pontos que havia sido obtida por Paulo Maluf (que era do PDS) na primeira votação.

Maluf voltaria a sofrer derrota dessa maneira em 1998, para o tucano Mario Covas.

Reviravoltas do tipo geralmente são fomentadas pela elevada taxa de rejeição de uma das candidaturas ou pela bem-sucedida adesão de um postulante de peso derrotado na primeira votação.

Neste ano, a maior vantagem a ser revertida, proporcionalmente, é a conquistada por Wilson Lima (União Brasil), que tenta a reeleição no Amazonas. Ele abriu 22 pontos percentuais de frente sobre o senador Eduardo Braga, do MDB, na votação deste domingo (2).

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