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Implanon chega ao Conjunto Penal de Juazeiro e amplia acesso à saúde para mulheres privadas de liberdade

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde leva método contraceptivo de longa duração à unidade prisional e reforça o cuidado integral e o direito à saúde

A oferta do Implanon, método contraceptivo de longa duração disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), chegou ao Conjunto Penal de Juazeiro. A ação da Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), amplia o acesso às estratégias de planejamento reprodutivo e garante que mulheres privadas de liberdade também tenham acesso ao método, mediante avaliação profissional e escolha da usuária.

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A iniciativa contou com a presença da equipe da Sesau, que realizou a ação e a assistência ofertada às mulheres da unidade prisional. Também participaram Belisa Cruz de Morais, diretora de Integração Social da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia (SEAP-BA); Patrícia Matos Machado, coordenadora da Universidade para Todos (UPT) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB); e Lucas do Carmo de Jesus, juiz titular da execução penal.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde da Sesau, Luana Albuquerque, destacou que levar o serviço ao Conjunto Penal representa, sobretudo, garantir equidade no acesso à saúde.

“Estar neste espaço é reafirmar que o direito à saúde alcança todas as mulheres, inclusive aquelas que estão em situação de privação de liberdade. A oferta do Implanon amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo e permite que essas mulheres tenham acesso à informação, orientação profissional e possam fazer suas escolhas de forma consciente. É uma iniciativa que envolve cuidado, autonomia e garantia de direitos”, ressaltou Luana.

O Implanon é um implante contraceptivo inserido sob a pele do braço e integra as estratégias de ampliação do acesso aos métodos contraceptivos no SUS. Antes da inserção, as usuárias passam por orientação e avaliação dos profissionais de saúde, respeitando critérios clínicos e, fundamentalmente, a decisão individual de cada mulher.

Em Juazeiro, a Sesau vem ampliando a oferta do método por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), com profissionais capacitados para realizar o procedimento. A chegada da iniciativa ao Conjunto Penal fortalece essa estratégia ao alcançar uma população que demanda ações específicas para garantir acesso integral e equânime aos serviços públicos de saúde.

A ação também reforça a articulação entre diferentes instituições para assegurar assistência e promoção da saúde dentro do sistema prisional, aproximando as políticas públicas das mulheres privadas de liberdade e fortalecendo princípios fundamentais do SUS, como universalidade, integralidade e equidade.

Texto: Camila Santana – Ascom PMJ/Sesau

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