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Inquérito aponta canibalismo no caso de casal em Camaçari: 'Vísceras não encontradas'

Por Editor Vale Comentar 3 min de leitura

Inquérito aponta canibalismo no caso de casal em Camaçari: 'Vísceras não encontradas'

Foto: Reprodução / Jornal Camaçari
 
A 4° Delegacia de Homicídios de Camaçari concluiu o inquérito que investigava o caso do casal morto e enterrado no quintal da própria casa. A delegada responsável pelo caso, Maria Tereza Santos, classificou o crime como “uma barbárie com as vítimas”. Ao G1, a delegada, declarou que as provas presentes no inquérito levantam a hipótese de que, além de diversos outros crimes, o casal morto pode ter sido vítima de canibalismo. “Tudo leva a crer que os acusados praticaram canibalismo.
As vísceras e partes de órgãos não foram encontradas. Não há indícios de onde estejam. Eles chegaram a separar os tecidos moles dos ossos das vítimas”, declarou a Maria Tereza. Daniel Neves Santos Filho e Carlos Alberto Neres Júnior, na companhia de três adolescentes, invadiram a casa de Juvenal Amaral Neto e Cristina Amaral a procura da quantia de R$ 70 mil que o casal teriam recebido. Sem conseguir o dinheiro, os acusados mataram Juvenal e estupraram Cristina antes de ser morta, além dos indícios de terem comidos os órgãos do casal. Os dois adultos foram presos e três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, foram detidos suspeitos do duplo homicídio após denúncia anônima. Daniel e Carlos, na cadeia, foram filmados e obrigados a praticar sexo entre si por outros colegas de cela (veja aqui). A polícia apura o vídeo gravado dentro da delegacia. O inquérito do caso ainda aponta que Cristina Amaral, de 43 anos, foi a vítima mais torturada. Ela foi queimada e dilacerada. “Houve abuso sexual, houve a tortura. O braço dela foi amputado com vida, isso o perito afirmou. A perícia não afirma [a prática de canibalismo], mas não foram encontradas partes da vítima. Eles arrancaram o ovário, as trompas. Não sabem onde estão”. O marido dela, Juvenal Amaral Neto, de 57 anos, também foi vítima de barbárie. “O homem também foi torturado. As costas foram cortadas e fatiadas. Cortaram o homem com faca de ferro, cortaram vivo”, conta a delegada sobre o episódio de terror apontado pelo inquérito. Os acusados contaram, em interrogatório, que os suspeitos contaram que esganaram a mulher. Porém, o inquérito aponta que ela foi decapitada. Sobre os depoimentos, ela aponta o perfil dos assassinos. “Frios. Não reagiram. Não havia preocupação”. Daniel e Carlos Alberto foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte), estupro, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e corrupção de menores.
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