“Já estão acontecendo principalmente depois da flexibilização”, diz infectologista de Juazeiro sobre encontros caseiros; quais as recomendações?
Antes da pandemia da covid-19, o vendedor Guilherme Silva, 33 anos, costumava dedicar o finais de semana para se encontrar com os amigos e a família. “Era meu momento de descanso, após uma semana intensa de trabalho. Então gostava de sair para barzinhos, lanchonetes, casas de shows, sempre acompanhando de meus amigos e também da minha família. Não abria mão desse momento de lazer”, conta.
Entretanto, desde março, os finais de semana de Guilherme têm sido totalmente diferentes do que eram antes. “Passo mais tempo assistindo filmes e séries, por exemplo. Não deixo de tomar minha cervejinha e comer meus petiscos, mas obviamente não é mais como antes. E claro, sem a companhia do amigos. De vez em quando, a gente faz algo virtual mesmo, só para amenizar a saudade mesmo”, diz.
Morador de Juazeiro, no Norte da Bahia, onde bares e restaurantes voltaram a atender presencialmente os clientes após cerca de 5 meses apenas com serviços deliverys, adotando todas as medidas sanitárias preventivas já estabelecidas, como aferição de temperatura, distanciamento e redução de mesas disponíveis, disponibilização de álcool-gel, dentre outras. Assim assim, o vendedor diz ainda não se sentir à vontade para frequentar os estabelecimentos.
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“Sei que todos são obrigados a cumprir uma série de medidas sanitárias, mas realmente é uma preferência minha mesmo, continuar em casa. Não me sinto à vontade de frequentar esses locais. Sou hipertenso, passei a trabalhar com vendas em casa, então seria contraditório ir pares bares aos finais de semana. Tenho medo”, disse Guilherme, que contou que decidiu flexibilizar a sua quarentena, recebendo alguns amigos em casa.
“Morar só é uma tortura, pois a gente fica solitário. Então, ao invés de sair para bares, prefiro convidar alguns poucos amigos para a gente aproveitar aqui mesmo. Ouvir som, conversar, tomar cerveja. Ficamos lá no quintal, que é uma área aberta. Sei que ainda é arriscado, mas ainda prefiro, tomando os cuidados básicos necessários”, afirmou o vendedor.

(foto: arquivo)
Receber visitas em casa é aconselhável?
De acordo com o infectologista Washington Luís, que é membro do Comitê de Combate á Covid-19 de Juazeiro-BA, receber visitas em casa, desde que sejam adotados os cuidados sanitários necessários, é uma alternativa viável. O especialista destaca que, apesar de ser um assunto delicado, torna-se necessário discuti-lo, tendo em vista que as medidas de isolamento social estão sendo flexibilizadas a cada dia.
“Não há como fugir do tema. Já estão acontecendo, apesar dos riscos, principalmente, depois da flexibilização dos bares e restaurantes”, diz em vídeo postado em suas redes sociais nesta segunda-feira (24). Para que isso aconteça de forma segura, o infectologista aconselha:
– os anfitriões devem limitar o número de pessoas convidadas em casa, prezando por, no máximo, 3 ou quatro pessoas, além dos moradores da casa, já que encontros com mais de dez, estatisticamente falando, já são considerados por especialistas como um risco bastante elevado;
– esse encontros devem acontecer em ambientes externos da casa, ou seja, em áreas abertas, como quintais. Receber amigos em apartamentos pode ser um risco maior, já que nesses ambientes a circulação de ar é menor, mesmo que as janelas e portas da residência estejam abertas;
– os convidados que tenham algum sintoma gripal não devem participar desses encontros, e o uso de máscara em todos deve ser obrigatório, exceto para consumir bebidas e alimentos;
O distanciamento entre os convidados também deve ser feito, e a recomendação é que pessoas que já tenham algum tipo de contato, fiquem juntas. O infectologista Washington Luís diz ainda que é interessa que apenas uma pessoa sirva todos os convidados com as comidas e bebidas, tomando os cuidados higiênicos necessários.
Fonte: Preto no Branco











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