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Lula diz que tem aliança forte com PSD e que não é hora de discutir vice de 2026

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O presidente Lula (PT) falou nesta quarta-feira (5) em entrevista a rádios de Minas Gerais que ainda é cedo para definir a chapa de sua candidatura para 2026 e destacou ter uma forte aliança com o PSD, partido de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e possível candidato ao Governo de MG nas próximas eleições.

“Eu não posso definir a chapa de 2026. Eu tenho apenas uma ideia, não há um prazo fixo, há um tempo: a eleição de 2026”, afirmou. O vice-presidente do atual mandato, Geraldo Alckmin, é filiado ao PSB.

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Ainda ao falar sobre a aliança com a sigla, Lula reforçou sua vontade de que Pacheco seja o próximo governador de Minas Gerais e voltou a desviar da ideia de dar algum ministério ao ex-presidente do Senado.

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“Acho que o Pacheco tem o direito de tirar férias, descansar, temos todo o tempo do mundo e, quando voltar, eu gostaria de uma reunião com o PSD, com a participação dos ministros do PSD e dizer o que a gente vai fazer”, disse às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNews de Belo Horizonte.

“Olha, o meu sonho com o Pacheco: eu estou tentando há muito tempo mostrar que ele é a figura pública mais importante de Minas Gerais e que se ele quiser ser governador, ele poderá, é só ele querer pra gente trabalhar para que ele possa ser eleito. Ele vai ter que decidir.”

Ao ser questionado sobre a possibilidade de passar o comando da pasta de Minas e Energia para Pacheco, Lula aproveitou para elogiar o atual ministro Alexandre Silveira e negou que irá retirá-lo do cargo.

“Não tenho pressa de fazer nenhuma reforma. Vou fazer os ajustes quando eu achar necessário.” “Ele será mantido ministro porque não há porque mexer numa coisa que está fazendo a revolução no setor energético brasileiro e no setor de minas desse país”, afirmou.

No mês passado, a relação entre o governo e o PSD sofreu abalos depois que o presidente do partido, Gilberto Kassab, fez duras críticas à política econômica conduzida pelo ministro Fernando Haddad (PT).

Aliados do presidente Lula enxergaram nas declarações um sinal de que não está garantido o apoio do PSD à sua reeleição ainda que já ocupem três ministérios, além da ameaça de que o partido aproveitará o momento de fragilidade do Executivo para ampliar seu espaço na Esplanada.

As declarações de Kassab ocorreram no mesmo dia em que o senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou a escolha da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), para a Secretaria-Geral da Presidência.

Mariana Brasil/Folhapress

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