sábado, 7 de novembro
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Mãe denuncia agressão a filho autista por professor em escola municipal de Petrolina

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Um caso de agressão a uma criança autista está sendo investigado em Petrolina. O fato teria ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dr. Cardoso de Sá no bairro José e Maria.

A autônoma Vitória de Lima disse que foi buscar o filho na CMEI quando presenciou a cena. Ela procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.

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“Presenciei o professor gritando muito alto com ele, chamou vários palavrões, ameaçando esfregar a cara dele na mesa, por conta que ele tinha riscado de giz e cera lá. Fez ele sair da sala com uma fronha na mão para poder limpar a mesa, fez ele lavar na pia a fronha, voltar para a sala para poder limpar a mesa. Quando eu apareci na porta, ele se assustou, quando me viu, ele mudou a fisionomia”, relatou a mãe.

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O menino de cinco anos tem transtorno do espectro autista com nível de suporte dois. A mãe relata que, embora a lei garanta um professor de apoio, havia apenas o professor regente na sala de aula no momento do ocorrido.

“Educar é uma coisa, agora você ameaçar uma criança, confrontar uma criança do espectro autista, principalmente, não é justo isso de jeito nenhum”.
A família do menino procurou apoio jurídico para garantir o afastamento do professor.

“A solução que nos foi apresentada foi mudar a criança de turma. E aqui a gente está falando de uma criança atípica. Uma simples mudança não é bem aceita. Acaba que a criança, além de sofrer a agressão, também está sofrendo uma punição. Nosso principal intuito primeiro vai ser tentar o afastamento”, explicou a advogada Eskarlety Gonçalves.

O que diz a Secretaria de Educação de Petrolina?

Em nota, a Secretaria de Educação de Petrolina informou que instaurou um processo de sindicância para a devida apuração dos fatos e que começou a ouvir os envolvidos. A pasta afirmou que o material será analisado e, caso seja constatada prática abusiva, a devida responsabilização será garantida, reforçando que qualquer caso de abuso na rede escolar será combatido.

A criança disse à mãe o que teria acontecido mais cedo. “Mamãe, quando foi na hora do almoço, eu derramei um pouquinho de comida na mesa e ele puxou minha orelha, porque eu fiz isso”.Com informações G1 Petrolina/Foto: Reprodução/ TV Grande Rio

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