sábado, 7 de novembro
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Maternidade de Juazeiro ganha novos aparelhos de fototerapia

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

A Maternidade Municipal de Juazeiro (BA) ganhou novos aparelhos de fototerapia. Os equipamentos, que vão garantir mais cuidado com os bebês nascidos na unidade, já estão em funcionamento e vão beneficiar recém-nascidos que tenham complicações patológicas da icterícia – doença causada pela alta concentração de bilirrubina na corrente sanguínea, que resulta num quadro chamado de hiperbilirrubinemia.

“Nós temos avançado muito na saúde e seguimos trabalhando para oferecer atendimentos com mais qualidade e humanização. A aquisição dos novos aparelhos com certeza vai melhorar os serviços na Maternidade. Já reativamos 20 consultórios odontológicos nas UBSs, e até o mês de julho serão 32 consultórios recuperados. Adquirimos macas para o Samu, além de recuperar as que já existiam”, disse a prefeita Suzana Ramos.

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“A nossa gestão vem inovando e implementando uma série de programas como o ‘Saúde em Movimento’, que oferece inúmeros serviços nas comunidades, entre eles exames de imagem, pequenas cirurgias e consultas com médicos especialistas. Criamos ainda o APS e o Laboratório Itinerante, que vão até as comunidades atender as demandas reprimidas de cada UBS. No início de julho estaremos com o programa ‘Consultório na Rua’, para atender as pessoas em situação de rua”, completou.

Leia também: Festival A Bossa anuncia segunda edição em Juazeiro nos dias 27 e 28 de novembro

Fototerapia em recém-nascidos

Procedimento comum nas maternidades brasileiras, a fototerapia é adotada para bebês que nascem com icterícia, um tom amarelado na pele e nos olhos. O tratamento é conhecido como “banho de luz”, e normalmente é realizado com a exposição do bebê a banhos de sol nos primeiros dias de vida.

A médica pediatra da Maternidade de Juazeiro, Nayara Lustosa, explica que a icterícia é comum em recém-nascidos, porém em algumas ocasiões ela é patológica e tem que ser tratada com uma radiância de luz específica. “Essa radiância age na transformação de uma substância chamada bilirrubina, para degradar a substância e evitar que ela passe pela barreira ‘massa encefálica’ do bebê. Se isso acontecer e atingir o cérebro do bebê, ela causa sequelas que não têm mais solução, serão definitivas e podem resultar em surdez e problemas neurológicos sérios”, alertou.

De acordo com a médica, o recém-nascido recebe a luz emitida pelo aparelho pelo máximo de tempo possível num período de 24 horas, com uma proteção nos olhos.

Tratamento

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a icterícia – que causa essa tonalidade – atinge até 80% dos recém-nascidos na primeira semana de vida, impactando diretamente aqueles que nascem de forma prematura.

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