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Mensagens revelam Eduardo Bolsonaro xingando o pai: “VTNC, ingrato do c…”; parlamentar diz que são “conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados”

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Após vazar áudio em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) xinga o pai, Jair Bolsonaro, o parlamentar se pronunciou. Os áudios foram revelados em relatório da Polícia Federal nesta quarta-feira (20). Os dois foram indiciados por coação contra autoridades brasileiras por decisão do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.

Após ser classificado pelo pai como “imaturo” quando Bolsonaro comentou as críticas dele  ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Eduardo enviou xingamentos via WhatsApp:

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“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graça aos elogios que vc fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, pra ver se vc aprender [sic]. VTNC SEU INGRATO DO CARALH*!”, escreveu. “Me fudendo aqui! Vc ainda te ajuda a se fuder aí!”.

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Em um trecho da nota, Eduardo afirmou que “É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político”.

Confira nota na íntegra:

“Nota de Esclarecimento – Eduardo Bolsonaro

Tomei conhecimento, pela imprensa, do relatório divulgado pela Polícia Federal e considero importante esclarecer alguns pontos:

1. Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional.

2. Causa espanto que a Polícia Federal (PF) aponte supostos partícipes de um crime absolutamente delirante, mas não identifique os autores. Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o Secretário Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?

3. Vivo sob a jurisdição americana e, portanto, plenamente amparado pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura não apenas a liberdade de expressão, mas também o direito de peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição.

4. É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político.

5. Se o meu “crime” for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão.”

Redação PNB

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