domingo, 8 de novembro
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Ministério Público inspeciona imóvel de propriedade de organização criminosa em Sento Sé (BA)

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas da região Norte (Gaeco/Norte), e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram uma inspeção no imóvel de propriedade de denunciados na ‘Operação Maligno’, localizado no município de Sento Sé, no norte da Bahia. Segundo investigações, o imóvel foi adquirido, de forma criminosa (lavagem de dinheiro), por meio de recursos desviados de municípios alagoanos e baianos.

A ação foi coordenada pelo Gaeco/Norte e teve a participação da chefia da unidade de conservação do ‘Parque Nacional Boqueirão da Onça’, do ICMBio. Foram realizados levantamentos fotográficos do local para a formalização do plano de conservação e manutenção da referida área ambiental, visto que o imóvel fica em ponto estratégico nas imediações da reserva do Boqueirão da Onça e também nas proximidades do Rio São Francisco. Segundo informações do MP de Alagoas, o órgão busca, com o Ministério Público da Bahia e o ICMBio, a destinação do imóvel em favor do meio ambiente, notadamente na proteção da caatinga, da fauna e da flora. O ‘Parque Boqueirão da Onça’ é o mais novo parque nacional brasileiro, está localizado nos municípios de Campo Formoso, Juazeiro, Umburana, Sobradinho e Sento Sé.

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Operação Maligno

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A Operação Maligno foi deflagrada no dia 16 de maio de 2024 em Alagoas e Pernambuco. Nela, foram presos os integrantes de uma organização criminosa especializada em burlar o princípio do concurso público e vender facilidades aos gestores públicos. Por trás de uma pseudocooperativa de prestação de serviços, com sede administrativa instalada em Maceió, a organização chegou a movimentar em quase três anos (entre outubro de 2020 e março de 2023) o valor de R$ 243 milhões.

O MP de Alagoas apresentou denúncia contra os integrantes da Orcrim, que, sob a inscrição CNPJ da Moderniza Cooperativa de Trabalho, Serviços Gerais e Administrativos, cometeu fraudes em, pelo menos, 20 municípios alagoanos. A denúncia foi acatada na íntegra pelos juizes da 17ª Vara Criminal da Capital.

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