domingo, 8 de novembro
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeDeputado Roberto Carlos

Ministros assumem negociações para destravar emendas e pacote na ausência de Lula

Por Rogenilson Reis 4 min de leitura

Diante do quadro de saúde do presidente Lula (PT), as negociações para destravar emendas parlamentares e dar seguimento ao pacote fiscal serão tocadas por quatro ministros: Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Jorge Messias (AGU).

Ao longo desta terça-feira (10), integrantes do governo disseram que a cirurgia de emergência de Lula e seu afastamento de Brasília não afetam o andamento das propostas prioritárias do Executivo.

PublicidadePrefeitura de Capim Grosso

De acordo com auxiliares, Lula fez o que poderia ter feito ao se comprometer com o pagamento das emendas e pedir esforço para votação do pacote, em reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Leia também: Juazeiro: Confira bairros com falta de água neste sábado (07), segundo o SAAE

O encontro ocorreu na tarde de segunda (9) e Lula, inclusive, saiu de lá com queixas de dor de cabeça e mal-estar para realizar o exame, que mostraria a hemorragia cerebral. O presidente teve de fazer um procedimento de emergência, em São Paulo.

Dos quatro ministros que devem liderar as tratativas, se destaca Rui Costa, segundo relatos feitos à reportagem por integrantes do governo. O chefe da Casa Civil já participa de reuniões da articulação política com líderes e faz a ponte, do ponto de vista técnico, com os demais ministérios envolvidos no corte de gastos.

Os parlamentares esperam que o Executivo cumpra sua parte na promessa para avançar nas discussões das propostas do pacote fiscal.
Nesse ponto, Messias tem estado na linha de frente para costurar os termos que garantam a segurança jurídica para o andamento do acordo sobre as emendas. Ele também garante a interlocução azeitada com o Supremo, para impedir atritos entre os Poderes neste momento.

Na noite desta terça, antes da publicação da portaria que visa retomar o pagamento de emendas, Messias esteve no STF, conversando com ministros, segundo interlocutores.

As decisões de Dino a respeito de emendas causaram revolta nos parlamentares. E, na segunda-feira (9), o ministro do STF ainda rejeitou um recurso da AGU que pedia mudanças na decisão do tribunal sobre o tema. A determinação acirrou ainda mais a insatisfação dos congressistas com o governo federal, que veem uma jogada casada com o ministro do Supremo para recuperar o controle sobre o Orçamento.
Lula, em seu encontro com os presidentes das Casas na segunda, fez questão de dizer que não foi pedido seu e que pagará, sim, as emendas prometidas.

Em outra frente, está Padilha, costurou os detalhes finais da portaria que efetivamente liberará o pagamento dos recursos, no mais breve espaço de tempo. Na segunda, uma minuta circulou entre os parlamentares, que fizeram críticas ao teor do texto.

O texto final foi acordado na reunião com a presença de Lula. A portaria foi assinada por Padilha, Haddad, Esther Dweck (Gestão) e Simone Tebet (Planejamento), e publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira.

Haddad, por sua vez, fará a discussão técnica com parlamentares para garantir a manutenção das medidas e buscar defender as propostas, impedindo o esvaziamento do pacote. Ele já conta com bom trânsito entre os parlamentares.

O pacote tem projeto de leis e PEC (Proposta de Emenda à Constituição) -não há expectativa de que seja concluída a aprovação dele inteiramente neste ano. Mas o governo quer já dar andamento às propostas ainda nesta semana.

Por isso, técnicos do governo correram para amarrar os detalhes finais do acordo em torno das emendas, e ministros fizeram questão de destacar que, apesar do quadro de Lula, o pacote seguirá.

“O procedimento do presidente Lula passou durante essa madrugada, o fato dele estar hospitalizado não impede de que esse ritmo, esse compromisso das votações, o envolvimento de todo o governo nas votações, deem continuidade para que a gente possa concluir o ano com essas regras do marco fiscal consolidadas, contribuindo para o crescimento econômico do nosso país”, disse Alexandre Padilha a jornalistas, em Brasília.

O presidente está na UTI, ao menos, por 48 horas, como é praxe nesse tipo de situação. Por recomendação médica, está em repouso. Depois disso, os ministros palacianos devem se organizar para ir a São Paulo conversar com o chefe do Executivo. Expectativa inicial dos médicos é de que ele possa retornar a Brasília na próxima semana.

Catia Seabra e Marianna Holanda / Folhapress

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Últimas notícias

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão