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Mortes por Covid caem na Bahia, mas cenário ainda exige cuidados, diz infectologista

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Embora os números de contaminação e mortes por Covid-19 na Bahia ainda não indiquem que se pode falar em fim da pandemia, os dados vão caindo no estado, mesmo com o avanço da variante Delta no estado – com 135 contaminações e duas mortes, segundo dados divulgados no dia 9/10 pelo Governo do Estado.

Desde julho tem se observado na Bahia uma queda dos óbitos em função do novo coronavírus. Entre os dias 6 de junho e 6 de julho, por exemplo, foram registradas 2.679 mortes e, no mesmo intervalo de setembro a outubro, o número caiu para 319, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

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A redução das mortes vem acompanhada da queda nas infecções. Entre os dias 6 de junho e 6 de julho, 106 mil novas casos foram registradas pela Sesab. Já entre 6 de setembro e 6 de outubro foram 12 mil novas infecções. 

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Em relação ao número de casos ativos, no dia 6 de junho, 14 mil pessoas na Bahia estavam com a doença, número que caiu para 11 mil no dia 6 de julho, 4 mil em agosto, 2,6 mil em setembro. Em outubro, porém o número praticamente se manteve – 2,5 mil. Para o infectologista da S.O.S. Vida, Matheus Todt, isso é um sinal de que a transmissão da Covid segue em alta e ainda são necessários cuidados.

“A tendência da pandemia é perder força e se tornar menos grave, mas como a queda de mortes é acentuada, nós atribuímos isso à vacinação, visto que as vacinas são mais eficazes justamente na redução e casos graves e mortes. A transmissão da doença ainda é alta, por isso o número de casos ativos, pois as vacinas tem menos efeito para deter a transmissão, sendo fundamentais para reduzir hospitalizações e óbitos”, explica.  Uma parte dessa contaminação pode estar sendo causada pela variante Delta, com alta de transmissão.

Houve redução também no número de internação de pacientes pela doença. No dia 6 de junho, 1.352 baianos estavam em UTI), número de 185 em 6 de outubro. Matheus salienta, porém que isso ainda não representa o fim da pandemia.

“Ainda temos uma alta transmissibilidade do vírus e isso é perigoso, pois num cenário que ele circula bastante, pode ser que sejam até geradas novas variantes. Eu arriscaria dizer que só no ano que vem poderemos viver sem restrição nenhuma, ainda tendo casos e mortes, porém já não em um cenário pandêmico”, aponta. 

Todt sublinha ainda a importância da vacinação. “A vacina é eficaz para a Delta e todas as variantes que a gente conhece hoje, sendo a segurança de que chegaremos ao fim da pandemia”, diz o infectologista.Agência AT

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