domingo, 8 de novembro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeDestak Nutri Prime
Mundo

Mulher morre e só é achada 42 anos depois, com TV ainda ligada

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

Uma cena em Zagreb, na Croácia, surpreendeu autoridades do país pela magnitude do abandono: o corpo mumificado de Hedviga Golik, enfermeira nascida em 1924, foi descoberto no apartamento em que morava sozinha, no bairro de Medveščak. A morte, segundo estimativas, havia ocorrido 42 anos antes. O caso foi em maio de 2008.

A idosa vivia reclusa em um apartamento de apenas 18 metros quadrados, localizado no sótão de um prédio de quatro andares na capital croata. O estilo de vida solitário e os hábitos considerados excêntricos levaram os vizinhos a manter distância. Hedviga evitava o contato social, recorrendo a métodos inusitados, como o uso de um balde preso a uma corda para enviar sua lista de compras a vizinhos mais solícitos, sem jamais sair de casa para adquiri-las pessoalmente.

PublicidadePrefeitura de Juazeiro

Após seu desaparecimento, especulou-se que teria ido morar com parentes ou mesmo se unido a uma seita religiosa, hipótese alimentada por rumores à época. A ausência prolongada não gerou, no entanto, maiores investigações. A verdade só veio à tona décadas depois, quando representantes do prédio decidiram iniciar reformas e notaram que o apartamento de Hedviga permanecia inacessível e sem resposta a notificações.

Leia também: Claudia Faissol busca levar registros inéditos de João Gilberto ao cinema

Ao arrombarem a porta, encontraram a moradora deitada em sua cama, coberta por cobertores, com uma xícara de chá ao lado e a televisão ainda ligada. O ambiente permanecia praticamente intacto, dominado por teias de aranha e com sinais de que ninguém havia entrado ali desde sua morte. A autópsia não conseguiu apontar a causa exata da morte, mas indicou que o falecimento teria ocorrido durante uma estação fria, o que contribuiu para o processo de mumificação natural do corpo.

Na época, o caso teve ampla repercussão internacional. O The Guardian chamou atenção para a omissão coletiva que permitiu que uma morte passasse despercebida por mais de quatro décadas, criticando tanto vizinhos quanto autoridades. O Daily Telegraph, por sua vez, levantou a questão dos pagamentos contínuos de contas de eletricidade, revelando que o arquiteto responsável pela construção do edifício, falecido em 2005, era quem vinha quitando as despesas do imóvel.

Já o New York Times utilizou o episódio como símbolo extremo do isolamento nas sociedades urbanas contemporâneas, refletindo sobre como o individualismo crescente e a falta de laços comunitários podem levar a situações tão drásticas quanto a de Hedviga Golik.

Receba as notícias do Vale Comentar no seu WhatsApp Entre no grupo e acompanhe as principais notícias de Juazeiro e região.

Leia também

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.

Compartilhar no WhatsApp

Parceiros e publicidade

PublicidadeDeputado Juvenilson Passos
PublicidadeDeputado Roberto Carlos
PublicidadeDestak Nutri Prime
PublicidadeGoverno do Estado da Bahia
PublicidadeJordávio Ramos
PublicidadePrefeitura de Capim Grosso
PublicidadePrefeitura de Casa Nova
PublicidadePrefeitura de Juazeiro
PublicidadeRádio Vale Comentar FM (próprio)
PublicidadeVale Empregos (próprio)
PublicidadeZé do Sertão