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Na minha cidade, Wesley Safadão, Gustavo Lima não tocam por R$ 1 milhão’, diz prefeito após Amupe aprovar novo teto de cachês

Por Editor Vale Comentar 3 min de leitura

O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (União Brasil), criticou o pagamento de altos cachês a artistas em eventos promovidos por prefeituras. Durante o discurso, ele citou os cachês milionários recebidos por cantores como Wesley Safadão e Gusttavo Lima, afirmando que, em seu município, os artistas não se apresentariam por esse valor

“Não vou deixar o povo passar necessidade para pagar R$ 1 milhão para uma banda”, declarou o prefeito.

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A fala foi feita durante em um momento de debate entre gestores sobre os custos de contratações artísticas. No mesmo encontro, prefeitos do estado aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês em eventos municipais.A fala foi feita durante a posse de Pedro Freitas (PP) como presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), em um momento de debate entre gestores sobre os custos de contratações artísticas. No mesmo encontro, prefeitos do estado aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês em eventos municipais.

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A definição do limite foi construída a partir de uma pesquisa realizada pela Amupe, que contou com a participação de 81% dos municípios pernambucanos. Do total de 149 cidades, 96% dos gestores defenderam a necessidade de padronização dos valores pagos a artistas.

Entre as sugestões apresentadas pelos prefeitos, os valores mais citados variaram entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. O teto de R$ 350 mil foi adotado como um ponto intermediário, considerado um consenso entre os gestores.

A medida também resulta de um diálogo com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que vêm acompanhando os gastos públicos com eventos. A iniciativa busca reforçar a responsabilidade fiscal nas contratações.

O presidente da Amupe, Pedro Freitas, afirmou ao g1 que a recomendação não retira a autonomia dos municípios. Segundo ele, a decisão leva em conta a realidade financeira de cada cidade e não tem o objetivo de interferir diretamente no mercado artístico.

Segundo o presidente, o teto faz parte de um conjunto de ações articuladas com órgãos de controle para tentar equilibrar a alta nos cachês. “A proposta prevê exceções e deve funcionar como uma orientação para os gestores na aplicação dos recursos públicos”, disse Pedro Freitas.Com informações G1 Foto Reprodução

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