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“Não temos reconhecimento”: monitores de ressocialização do Conjunto Penal de Juazeiro denunciam condições precárias de trabalho e cobram reajuste salarial

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

Monitores de ressocialização que atuam no Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ), Norte da Bahia, voltaram a procurar o Portal Preto no Branco para reclamar de situações que estão enfrentando em alguns setores da unidade prisional. Entre as insatisfações da categoria estão a falta de reajuste salarial e as condições de trabalho.

“As nossas condições de trabalho são as piores possíveis. Sofremos assédio moral constantemente. Além disso, o salário já está há oito anos sem reajuste. Fazemos a função do policial penal e não recebemos nem próximo ao que eles recebem. Fazemos escoltas interna e externa e revistas constantemente. Também somos obrigados a realizar rondas no período noturno nos pavilhões e nos módulos, além de inibir arremessos que vem de fora da unidade para dentro. Inclusive. já localizamos celulares, drogas e muitas vezes armas brancas”, contou um profissional que pediu para não ser identificado.

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Os monitores afirmam ainda que, devido às condições precárias de trabalho e a falta de valorização da categoria, muitos profissionais estão desenvolvendo transtornos psicológicos.

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“Somos ameaçados por presos de facções e ganhamos apenas 1.480 reais. Não temos reconhecimento de ninguém, principalmente da direção. Na unidade só tem dois policiais penais que só fazem serviços administrativos. O restante dos procedimentos somos nós quem fazemos. Muitos colegas já ficaram afastados por problemas psicológicos e nem acompanhamento com um profissional nós temos. Por isso, cobramos mais uma vez respostas da direção e da empresa Reviver ADM Prisional privada”, acrescentou outro profissional que também não quis ser identificado.

Estamos enviando, mais uma vez, as reclamações para a empresa Reviver e para a direção do CPJ.

Redação PNB

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