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Novo gel em teste se mostra eficaz para neutralizar os efeitos da ressaca

Por Rogenilson Reis 3 min de leitura

O consumo de bebidas alcoólicas faz parte da realidade cultural do Brasil. Especialmente à noite, elas complementam o cardápio como parte dos encontros e eventos. Depois de muita festa, surgem a boca seca, a dor de cabeça e um estômago sensibilizado: efeitos da temida ressaca. No entanto, um novo gel, ingerido pela boca, mostrou sucesso ao evitar o conjunto de sintomas associados ao álcool.

De acordo com uma nova pesquisa, publicada na revista científica Nature Nanotechnology, o produto feito de proteínas do leite e nanopartículas de ouro promove a desintoxicação alcoólica. Durante o experimento, os cientistas conseguiram reduzir em 40% os níveis de álcool no sangue em ratos no período de 30 minutos. Após 5 horas a redução foi de 50%.

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“O gel desloca a degradação do álcool do fígado para o trato digestivo. Ao contrário de quando o álcool é metabolizado no fígado, nenhum acetaldeído prejudicial é produzido como produto intermediário”, afirma Raffaele Mezzenga, cientista de materiais do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), um dos autores do estudo.

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Em outras palavras, com a ação do gel, permite que o organismo consiga decompor o etanol (álcool) de forma que se evite a formação de acetaldeído, composto responsável pelos efeitos colaterais mais conhecidos da ressaca. A partir disso, é formado o ácido acético, considerado menos tóxico.

Além disso, os pesquisadores observaram que os ratos alimentados diariamente com o gel junto ao álcool tiveram uma menor perda de peso e melhor metabolismo da gordura no fígado do que os ratos que receberam apenas álcool por 10 dias.

“É mais saudável não beber álcool. No entanto, o gel pode ser de particular interesse para pessoas que não querem abandonar completamente o álcool, mas não querem sobrecarregar os seus corpos e não procuram ativamente os efeitos do álcool”, ressalta Mezzenga.

A sua produção conta com o soro, que pode ser estimulado a formar um gel em uma reação com um composto contendo ferro. A adição de nanopartículas de ouro e um pouco de açúcar ajuda a facilitar uma cascata de reações enzimáticas para “desarmar” o álcool. No entanto, o produto ainda está em fase de desenvolvimento e não passou por testes em humanos.

Mas a esperança dos pesquisadores é de que ele possa ser ingerido antes ou durante o consumo de álcool de forma que seus impactos prejudiciais sejam efetivamente prevenidos.

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