sábado, 7 de novembro
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“O ex-senador Fernando Bezerra, bom como seus filhos, nunca foram sócios, formais ou ocultos, da Bari Automóveis Ltda”, afirma nota da empresa

Por Rogenilson Reis 5 min de leitura

A Bari Automóveis Ltda. vem se manifestar sobre os fatos que deram ensejo à denominada “Operação Vassalos”, e afirmar, de modo categórico, que não são verdadeiras as ilações que estão sendo divulgadas contra si, uma vez que:

1)    O ex-senador Fernando Bezerra, bom como seus filhos, nunca foram sócios, formais ou ocultos, da Bari Automóveis Ltda., nem tampouco detêm qualquer poder ou ingerência sobre a referida empresa; 
2)    A Bari Automóveis Ltda., bem como seus sócios, não mantém qualquer relação comercial ou societária com as empresas mencionadas na referida operação; 
3)    Eventuais referências a vínculos pessoais pretéritos entre o ex-senador Fernando Bezerra e os atuais sócios da Bari Automóveis Ltda.  já foram objeto de apuração no pelo STF (INQ4513), e definitivamente arquivados. Não há, portanto, qualquer elemento que permita inferir qualquer conduta ilícita da empresa e de seus sócios. 

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Atenciosamente,  Sebástian Borges de Albuquerque Mello OAB/BA 14.471     O CASO: Conforme publicado na REDEGN Repercutiu no Jornal Nacional e todos os meios de comunicação brasileiros a A Operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados numa empreiteira e numa concessionária de veículos ligadas ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). A ação também tem como alvos dois dos filhos dele: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil (veja vídeo acima).

A investigação apura fraudes e desvios de emendas parlamentares. Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão são cumpridos, incluindo na prefeitura de Petrolina. Os crimes do suposto esquema incluem fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.

Procurada, a defesa de Fernando Bezerra Coelho disse que não obteve acesso integral aos autos e afirmou que todos os recursos de emendas parlamentares foram “corretamente destinados”. Já Fernando Filho e Miguel Coelho informaram que alguns fatos investigados pela operação da PF já foram arquivados pelo STF.

A decisão que autorizou as buscas é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, o núcleo político investigado teria direcionado recursos de emendas e termos de execução descentralizada (TEDs) ao município de Petrolina e à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Parte desses valores teria sido utilizada para custear contratos com a Liga Engenharia Ltda., apontada como principal beneficiária dos repasses após ser contratada para prestar serviços de pavimentação em Petrolina a partir de 2017, início da gestão de Miguel Coelho como prefeito.

A construtora também firmou contratos diretamente com a Codevasf, órgão que, segundo a investigação, sofreria influência política do grupo.

A Liga Engenharia tem em seu quadro societário Pedro Garcez de Souza, descrito como irmão da esposa de um primo de Miguel Coelho e de Fernando Filho; e Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, que é enteado da irmã de Fernando Bezerra Coelho.

De acordo com a decisão do ministro, a empreiteira celebrou 22 contratos com a prefeitura de Petrolina e sua autarquia de mobilidade a partir de 2017. A empresa foi destinatária de 158 empenhos que somam R$ 190,5 milhões, dos quais cerca de R$ 189,7 milhões foram pagos.

Ainda conforme a decisão, pelo menos sete desses contratos foram custeados com recursos federais de convênios firmados com a Codevasf. Desse total, aproximadamente R$ 68,4 milhões são apontados como valores “confirmadamende oriundos de valores articulados pelos Coelho”, enquanto outros R$ 26,2 milhões teriam alta probabilidade de ter a mesma origem.

Os investigadores destacam ainda que, até o início das apurações, a Liga Engenharia não havia prestado serviços a outros municípios pernambucanos, nem atuado em Petrolina em gestões anteriores à de Miguel Coelho à frente da prefeitura.

A decisão também menciona a Bari Automóveis Ltda., concessionária ligada à família Coelho, que apresentou movimentações consideradas atípicas em dinheiro em espécie, conforme Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) analisados pela PF.

A concessionária tem como sócios-administradores Lauro José Viana Coelho Filho, José de Souza Coelho Neto e Diogo Pereira Leite Coelho. Os três são primos de Fernando Bezerra Coelho e seus filhos.

Segundo as investigações, além da ligação familiar, “identificou-se que a referida empresa teria sido uma das recebedoras de valores pagos por terceiros com destino a Fernando Bezerra Coelho”.

Além disso, o ex-senador “exerce efetivamente poder decisório” sobre a empresa, e seus sócios costumam apresentar relatórios periódicos dos ganhos da concessionária ao ex-senador.

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